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Controlar a Ansiedade Com Meditação: É Possível?

Dr Juliano Pimentel

A ansiedade é um mal da nossa sociedade moderna. E quem sofre com ela, sabe como pode ter a vida prejudicada por esse distúrbio. Por isso eu trago esse artigo, para falar sobre como a meditação pode ajudar a controlar a ansiedade.

A agitação de nossos afazeres nos deixa muito ligados aos resultados. E, por isso, acabamos não percebendo outras oportunidades que se apresentam para nós.

Que tal rever seus pensamentos, ações e reclamações? A meditação é uma poderosa ferramenta para controlar a ansiedade e te conectar com o presente.

Vou discorrer mais sobre isso durante o artigo.

Não deixe de ler e compartilhar.

Sintomas da Ansiedade

Woman in depression on gray background
Se preocupar em excesso com o futuro causa ansiedade

Você sabe de onde vem a palavra ansiedade? Ela tem origem do termo grego anshein, que significa “estrangular, sufocar, oprimir”.

Por que razão passamos boa parte de nossa vida perdendo tempo tentando estar em outro momento que não é atual? Quanto mais queremos manipular o desconhecido, mais ansiosos ficamos.

O estresse, medo e ansiedade são experiências que vivenciamos no dia a dia. Ficamos ansiosos esperando o resultado de um concurso, a reação dos nossos pais ao boletim escolar ou uma. Isso é normal e, até mesmo, necessário para que possamos permanecer disciplinados, focados e alertas.

O problema começa quando esse estresse e medo se tornam tão presentes e intimidadores que começam a interferir na nossa vida cotidiana, nos paralisando.

Acaba virando um transtorno de ansiedade, preocupação, medo do desconhecido ou estado de inquietação excessiva, e isso precisa ser tratado, e é aí que a meditação pode ajudar.

Também é importante entender que a meditação não deve ser considerada a única opção de tratamento.

Consulta e orientação médica são fundamentais, assim como a utilização de medicação adequada para complementar o tratamento, caso seja necessário.

Digo isso porque é importante compreender o tipo de transtorno de ansiedade que você pode apresentar, como Transtorno do Pânico, Transtorno Obsessivo Compulsivo, Transtorno de Estresse Pós-Traumático, Transtorno de Ansiedade Social ou Transtorno de Ansiedade Generalizada, entre outros.

Você tem transtorno de ansiedade?

Pare um momento para analisar os seus sentimentos e responda as seguintes questões:

  •         Você se sente assustado e inquieto com frequência?
  •         Você tem palpitações frequentes?
  •         Você pensa demais no futuro e tem dificuldade de vivenciar o presente?
  •         Você tem pensamentos obsessivos de experiências traumáticas do passado?
  •         Você tem pesadelos frequentes?
  •         Você tem o costume de lavar várias vezes as mãos ou possui mania de limpeza obsessiva?
  •         Você sofre com problemas para dormir?
  •         Suas mãos e pés ficam suados com frequência?

Se você respondeu sim a mais de uma destas questões, procure ajuda, orientação médica e comece a praticar meditação.

Meditação Ajuda a Controlar a Ansiedade?

meditation
Meditar te coloca em equilíbrio com os seus sentimentos

A prática regular da meditação pode ajudá-lo a ficar mais calmo e relaxado para vivenciar o dia a dia e também pode lhe dar a força para enfrentar os acontecimentos como eles são, sem sentir-se inquieto.

Pode ser uma forma muito eficaz de controlar a ansiedade.

Isso porque a meditação te coloca em equilíbrio com os seus sentimentos, ajudando você a ter mais controle sobre eles.

Praticantes de meditação possuem melhor estabilidade emocional, segundo estudo publicado na Revista Frontiers in Human Neuroscience, dos EUA.

Segundo os pesquisadores, participar de um programa de treinamento em meditação pode causar efeitos duradouros e mensuráveis nas funções do cérebro, mesmo em momentos onde a pessoa não está praticando.

Para a pesquisa, os voluntários foram divididos em três grupos distintos, onde a primeira turma praticou a meditação de atenção plena, a segunda praticou meditação compassiva (que inclui métodos destinados a desenvolver bondade e compaixão por si mesmo e pelos outros) e a terceira apenas estudou cursos de saúde pelo mesmo período de oito semanas.

Os exames foram realizados enquanto os voluntários viam uma série de 216 fotografias de pessoas passando por situações com conteúdo emocional positivo, negativo ou neutro.

Com isto, foi possível averiguar que o grupo de meditação de atenção plena demonstrou uma queda na atividade da amígdala direita (responsável por sentimentos como medo e tristeza) em resposta a todas as fotografias, diferentemente do grupo de meditação compassiva, que mostrou uma queda na reação às fotografias positivas e neutras, reagindo mais às imagens negativas.

O terceiro grupo não mostrou nenhuma reação, o que embasa ainda mais a comprovação de que a meditação ajuda a melhorar a estabilidade emocional e resposta ao estresse.

Ou seja, com esta pesquisa é possível dizer que a meditação não só traz benefícios enquanto feita, mas também continua tendo efeitos após a prática. Isto é verdadeiramente importante para quem sofre com instabilidade emocional.

É interessante destacar que nos exames realizados no fim do programa, o cérebro daqueles que não meditaram não apresentou alterações. Já no dos praticantes, a massa cinzenta mostrou-se bem mais espessa do que era antes, em várias regiões.

Uma delas é o hipocampo, cujas atividades têm relação com a aprendizagem, a memória e a regulação das emoções.

Estudos anteriores já haviam mostrado que muitas pacientes de depressão e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) apresentam pouca massa cinzenta no hipocampo.

Outras diferenças substanciais foram notadas no cerebelo (região relacionada à regulação das emoções), na junção têmporo-parietal e no córtex cingulado posterior do cérebro dos meditadores (áreas ligadas à empatia e à assunção da perspectiva de outra pessoa).

De forma geral, o que as pesquisas sugerem é que meditar durante anos torna o seu cérebro mais espesso e fortalece conexões entre células cerebrais. Consequentemente, você ganha mais controle sobre as suas emoções.

Como meditar?

Pare tudo e perceba como seu corpo está.

O que você está olhando? Estenda seu olhar a todo o ambiente. Após ver tudo ao seu redor sem se deter em nada, permita-se ouvir os sons a sua volta. Mantenha-se assim por um minuto.

Como foi manter-se no agora? Pode ser difícil no início, mas você vai se aprimorando na técnica.

Nossa mente tem o “hábito” de não estar focada no momento exato em que estamos vivendo, mas esse hábito pode se adquirir.

Outra coisa, meditar vai muito de cada um, mas você pode seguir alguns passos simples para começar:

>> Encontre um lugar tranquilo, silencioso e limpo;

>> Procure respirar sem pressa (deixe tudo para depois, o momento de meditação é exclusivamente seu);

>> Não lute contra os pensamentos que surgem sem parar dentro de você (se você “abraçar” estes pensamentos, fica mais fácil);

>> Comece a observar sua respiração, seu ritmo e intensidade;

>> Quando se sentir completamente focado em sua respiração, sem qualquer interferência externa ou mental, sinta a experiência de simplesmente estar ali;

>> Ao sentir uma paz interior, você terá alcançado a consciência meditativa.

Minha proposta é que você tente criar o hábito de se manter o maior tempo possível vivenciando o presente momento, reservando momentos para meditar.

Depois que virar um hábito, será mais fácil.

A meditação vai ser como um “detox” para a sua mente, mas é importante desintoxicar também o seu corpo.

Mas não deixe de consultar um médico para realizar exames, que possam identificar o que acontece com você.

E além desse conteúdo eu tenho um convite especial: quer saber mais sobre a alimentação de verdade e ainda ter acesso a uma playlist de meditação? Então clique na imagem abaixo!

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Confira também meu vídeo:

Respiração & Saúde – Ansiedade, Alergias, Stress, Insônia…

Abraços e fique com Deus!

Dr. Juliano Pimentel.

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Autor Dr. Juliano Pimentel

Olá, eu sou o doutor Juliano Pimentel. Médico, fisioterapeuta e coach que ajuda as pessoas com conteúdos sobre saúde, alimentação e emagrecimento. Também sou celíaco e tenho uma vida de pesquisa sobre o Glúten.

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