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Pílulas Anticoncepcionais: Tomar Anticoncepcional Causa Depressão?

Dr Juliano Pimentel

As pílulas anticoncepcionais são utilizadas como forma de método contraceptivo por muitas mulheres. Será que ao tomar essas pílulas, você pode inconscientemente, prejudicar o seu corpo? 

Há uma série de efeitos colaterais graves ligados aos anticoncepcionais, tanto mentais e físicos. Pesquisam mostram que possíveis efeitos são ganho de peso e aumento do risco de câncer de mama e câncer cervical, entre outros.

Agora há pesquisas que demonstram também a relação entre as pílulas e a depressão. Eu falo mais sobre esses estudos durante o artigo

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Pílulas Anticoncepcionais e os Hormônios

Pílulas Anticoncepcionais

Os contraceptivos orais contêm tanto estrogênio e progestina, progesterona sintética ou apenas progestina.

Colocar esses hormônios em seu corpo altera artificialmente os níveis naturais de estrogênio e progesterona do corpo, afetando o equilíbrio natural do seu organismo.

Com os níveis de estrogênio e progesterona no corpo alterados, o sistema de resposta do cérebro é consequentemente modificado, levando a efeitos colaterais psicológicos.

Por isso, o controle de natalidade e depressão têm sido associados há algum tempo. Algumas mulheres têm sofrido com falta de libido (desejo sexual), falta de apetite, desamparo e desinteresse em geral, enquanto estão sobre os efeitos da pílula.

O problema, no entanto, é que poucas pesquisas e evidências concretas existem para alegar com segurança que as pílulas anticoncepcionais são a causa da depressão nas mulheres que as tomam.

Um estudo feito recentemente e publicado pela Universidade de Copenhague é um passo dado para provar os efeitos nocivos das pílulas anticoncepcionais, e determinar se as pílulas anticoncepcionais causam depressão (1).

Anticoncepcional causa depressão?

O estudo citado acima analisou 1,061,997 mulheres na Dinamarca, com idades entre 15 e 34, que não tinham nenhum diagnóstico prévio de depressão ou quaisquer outros problemas psiquiátricos importantes.

Para determinar se as mulheres no estudo foram afetadas pela medicação de controle de natalidade após iniciá-lo, os pesquisadores monitoraram novas prescrições de antidepressivos ou diagnósticos de depressão.

No final, o número de mulheres que usaram anticoncepcional que desenvolveram depressão, foi comparado ao número de mulheres que desenvolveram a doença, mas que não estavam usando o controle de natalidade.

Os resultados do estudo mostraram que, comparadas àquelas que não usavam anticoncepcionais, as participantes que utilizavam esses métodos eram mais propensas a ter depressão e a tomar antidepressivos.

E isso se mostrou ainda mais significativo na faixa etária dos 15 aos 19 anos, em que o uso de pílulas que combinam hormônios ou que contêm apenas progesterona aumentou em 1,8 e 2,2, respectivamente, a probabilidade de as meninas começarem a ingerir remédio para combater a depressão.

No caso das garotas adeptas a métodos não orais, como os adesivos, esse risco foi três vezes maior.

Além da relação com a depressão, também é interessante notar que 10% das mulheres pararam de usar anticoncepcionais ainda no primeiro ano.

Entre as causas da desistência eram os efeitos indesejáveis ocasionados pela pílula.

O Anticoncepcional faz mal?

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O uso de anticoncepcional pode causar enxaqueca; aumento da pressão arterial e ganho de peso;

Pílulas anticoncepcionais promovem níveis de estrogênio continuamente elevados no corpo da mulher, algo que não é nem natural nem seguro.

O ciclo natural de uma mulher é composto por níveis crescentes e decrescentes de estrogênio e progesterona.

As pílulas anticoncepcionais funcionam mantendo o estrogênio a um nível suficientemente alto que enganam o corpo para ele pensar que está em gestação, portanto outra gravidez não pode ocorrer.

Os efeitos dos níveis de estrogênio continuamente elevados no corpo podem incluir:

  •         Aumento do risco de câncer de mama;
  •         Aumento do risco de coagulação sanguínea, ataque cardíaco e acidente vascular cerebral;
  •         Enxaqueca;
  •         Doença da vesícula biliar;
  •         Aumento da pressão arterial;
  •         Ganho de peso;
  •         Alterações de humor;
  •         Náuseas, hemorragias irregulares ou manchas.

A maioria das pessoas não sabe que, para que o corpo metabolize a pílula, o fígado requer quantidades extras de vitaminas do complexo B, vitamina C, magnésio e zinco.

Isso significa que, se uma mulher tem tomado anticoncepcional por anos, ela acaba criando uma deficiência de nutrientes em seu corpo.

Ele também pode diminuir a libido da mulher.

Alternativas para o controlo da natalidade

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Preservativos são contraceptivos e previnem Doenças Sexualmente Transmissíveis

Existem outras alternativas de controle de natalidade para eliminar qualquer preocupação. Veja quais são:

>> Preservativos masculinos: A sua taxa de eficácia é de 98%, o que fazem dele quase tão eficazes quanto a pílula, e ainda previne contra as DSTs.

>> Preservativos Femininos: Embora estes não sejam tão familiares para a maioria das pessoas, eles são 95% eficazes e são menos propensos a rasgar do que os preservativos masculinos. É constituída por uma pequena bolsa que se encaixa dentro da vagina antes do sexo. Ela também previne as DSTs.

>> Diafragmas: Estes devem ser ajustados por um médico e são 92-98% eficazes na prevenção da gravidez. Eles são finos, feitos de borracha macia montada em um anel que são inseridos na parte superior da vagina para cobrir o colo do útero e agir como uma barreira para o esperma.

>> Método do calendário: Consiste na abstenção de sexo durante a semana que a mulher está ovulando. Esta técnica funciona melhor quando o ciclo menstrual de uma mulher é muito regular.

Há ainda outros métodos contraceptivos que as mulheres podem usar.

Entre eles está o DIU, um dispositivo intrauterino que é conhecido por ser um dos mais eficientes contra uma gravidez não planejada.

Este dispositivo em formato de “T” é inserido pelo ginecologista no útero da mulher e, ao contrário de alguns outros métodos, não necessita de manutenção diária.

No caso do DIU de cobre, a mulher pode trocá-lo após dez anos de uso e isso não afeta em nada a fertilidade e nem o uso de outros medicamentos durante este período.

Algumas mulheres se preocupam com a aparência deste método, mas o DIU é apenas um plástico flexível com revestimentos ou fios de cobre que previne a gravidez por um longo período, sem que interfira nos hábitos sexuais.

O DIU age basicamente afetando os espermatozoides, matando-o ou diminuindo sua movimentação.

Além disso, o DIU pode alterar o muco cervical, a cavidade uterina e a movimentação das trompas, afinando também o endométrio, o que impede a fixação do óvulo.

Diferente do que se fala por falta de informação, este método não causa infertilidade e não é abortivo.

Só tenha em mente que o DIU é contraceptivo, e não serve para casos de cólica ou endometriose, tampouco SOP.

Com base em tudo o que foi dito aqui, você pode entender um pouco mais sobre os malefícios da pílula anticoncepcional.

Mas ainda são necessárias novas pesquisas para confirmar se elas realmente causam depressão, ou o risco de depressão e outros efeitos colaterais graves.

De qualquer forma, ao tomar uma pílula anticoncepcional você está ingerindo uma bomba hormonal.

Por isso, antes de tomar uma decisão converse com o seu ginecologista e cuide-se, não somente contra a gravidez indesejada, mas também de doenças.

Abraços e fique com Deus!

Dr. Juliano Pimentel.

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The author Dr. Juliano Pimentel

Olá, eu sou o doutor Juliano Pimentel. Médico, fisioterapeuta e coach que ajuda as pessoas com conteúdos sobre saúde, alimentação e emagrecimento. Também sou celíaco e tenho uma vida de pesquisa sobre o Glúten.

2 Comentários

  1. Boa tarde Ana Carolina, irei responder baseado no que foi me dito, o problema é que o DIU é colocado dentro do útero, mulheres sem filho não teve o útero dilatado ainda, quando coloquei o meu, fui questionada se já tinha filhos, como já tinha dois e Dra. Colocou, Mas fiz a pergunta à ela do motivo de não colocar. E foi o que ela respondeu bju

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