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Dr. Juliano Pimentel revela a receita da longevidade

Quem gostaria de viver mais e melhor? Tenho certeza que muitos dos que leram essa frase responderam “eu”. Pensando nisso, escrevi esse artigo que revela a receita da longevidade com saúde!

Afinal, de que adianta viver muito, necessitando da ajuda de outras pessoas?

Quer descobrir a receita da longevidade saudável?

Leia, comente e compartilhe!

Por que algumas pessoas vivem mais?

Você já se perguntou por que algumas pessoas vivem mais que outras? É impressionante como cada vez mais a expectativa de vida dos brasileiros e em várias partes do mundo, aumentam.

Porém, o mais curioso é que muitos momentos desses anos a mais de vida são de sofrimento e de dependência. E isso tem um motivo!

E o principal motivo é que os indivíduos da nova geração estão se alimentando pior, além disso, estão cada vez mais sedentários.

Para se ter ideia, em 2010, Margareth Chan, diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que pela primeira vez na história, as crianças têm uma expectativa de vida menor que a de seus pais por conta de uma alimentação inadequada.

Ou seja, as pessoas que estão vivendo mais, não serão necessariamente as mais jovens!

Só por isso, já dá para compreender que a receita da longevidade não está relacionada à tecnologia, nem mesmo a uma alimentação industrializada.

A ilha da longevidade

Situada no extremo norte da Índia na altas montanha do Himalaia, vive o povo Hunza, que é conhecido por sua longevidade e incrível saúde. Para se ter ideia, os habitantes do Vale Hunza vivem entre 120 e 140 anos, em ótima saúde, com quase nenhum caso registrado de câncer, doenças degenerativas ou perda óssea.

E estou dizendo isso, porque, um médico escocês, Dr. Mac Carrisson, passou sete anos convivendo com o povo Hunza para descobrir a receita da longevidade.

A receita da longevidade pode ser encontrada analisando o povo Hunza
A receita da longevidade pode ser encontrada analisando o povo Hunza

E adivinhe qual o segredo da longevidade desse povo? ALIMENTAÇÃO.

E entenda a alimentação sendo não apenas o que se come, mas também a relação com a comida e a frequência.

Vou explicar melhor!

A alimentação desse povo é sempre a base de cereais integrais, frutas (principalmente o Damasco, considerado sagrado na região), verduras, castanhas, e o inusitado pão de Hunza, sempre respeitando uma restrição calórica de 30%.

Porém, com uma grande diferença: tudo 100% orgânico.

Ou seja, sem vitaminas sintéticas (produzidas em laboratórios), sem agrotóxicos e adubos químicos, que são extremamente comuns em boa parte do globo e acabam matando o organismo humano ao longo de uma média de 75 anos, o que explica o crescente número de casos de câncer e AVC no planeta.

Além disso, o mais curioso e que faz total sentido para a nossa receita da longevidade é que o povo Hunza faz apenas duas refeições por dia. Sendo que a primeira acontece só ao meio-dia. Ou seja, eles passam boas horas em jejum, mas nunca parados, agindo como sedentários, e sim com diversas atividades físicas.

Outro ponto interessante da dieta do povo Hunza é que a carne se faz presente, porém apenas em ocasiões especiais, e sempre em pequenas quantidades.

Os três itens da receita da longevidade

1 – Comer bem

Entenda comer bem, como consumir alimentos vegetais e mais naturais e orgânicos possível. Ou seja, priorizar frutas, legumes, nozes, sementes, grãos integrais e feijão.

Digo isso, porque além do caso do povo Hunza, muitos estudos vinculam uma dieta rica em plantas a um risco menor de morte prematura, bem como a um risco reduzido de câncer, síndrome metabólica, doença cardíaca, depressão e deterioração do cérebro (1, 2, 3, 4).

Esses efeitos são atribuídos aos nutrientes e antioxidantes dos alimentos vegetais, que incluem polifenóis, carotenoides, folato e vitamina C (5).

Por isso, vários estudos vinculam dietas vegetarianas e veganas, que são naturalmente mais altas em alimentos vegetais, a um risco 12 a 15% menor de morte prematura (6).

Esse fato está relacionado não apenas ao fato de não comer carne, mas sim, ao alto consumo de vegetais e alimentos naturais.

2 – Manter-se em movimento é um tem da receita da longevidade

Não é surpresa que permanecer fisicamente ativo possa mantê-lo saudável e adicionar anos à sua vida (7). 

Apenas 15 minutos de exercício por dia podem ajudar você a obter benefícios, que podem incluir mais 3 anos de vida (8).

Estar em movimento é com certeza um item fundamental na receita da longevidade
Estar em movimento é com certeza um item fundamental na receita da longevidade

Além disso, seu risco de morte prematura pode diminuir em 4% a cada 15 minutos adicionais de atividade física diária (9).

Uma revisão recente observou um risco 22% menor de morte precoce em indivíduos que se exercitaram – apesar de terem se exercitado menos do que os 150 minutos recomendados por semana (10).

Ou seja, as pessoas que acertaram a recomendação de 150 minutos tiveram 28% menos chances de morrer cedo. Além disso, esse número foi de 35% para aqueles que se exercitaram além desta orientação (11).

Por fim, algumas pesquisas vinculam atividade vigorosa a uma redução de risco 5% maior em comparação com atividades de baixa ou moderada intensidade (12).

3 – Alimentar com menos frequência – jejuar

Falar aqui que é preciso ter uma alimentação balanceada e priorizar os orgânicos é bater na mesma tecla. Afinal, acredito que grande parte das pessoas que buscam por uma alimentação saudável para viver melhor já sabem que a dieta orgânica é fundamental. 

O mesmo vale para a prática de exercícios. É preciso movimento para manter o corpo ativo.

Por isso, quero frisar nesse artigo que a receita da longevidade é a prática do jejum. 

Muitas pessoas têm dúvidas e receio de praticar o jejum, porém se você quer realmente manter seu corpo funcionando com máximo de potência por muito mais tempo, esse é com certeza o segredo da longevidade.

A relação entre o jejum e a receita da longevidade

Foi realizado um estudo em que os cientistas dividiram aleatoriamente 292 ratos machos em dois grupos de dieta.

Um grupo recebeu uma dieta de origem natural que era mais baixa em açúcares e gorduras e mais rica em proteínas e fibras do que a outra dieta.

Estudo comprova que a prática do jejum é a receita da longevidade
Estudo comprova que a prática do jejum é a receita da longevidade

Cada grupo foram divididos em três subgrupos com base na frequência com que tiveram acesso à comida.

O primeiro grupo teve acesso a comida o tempo todo. Já o segundo grupo, foi alimentado com 30% menos calorias por dia do que o primeiro grupo. Enquanto o terceiro foi alimentado com uma refeição que somava o número exato de calorias do grupo de 24 horas.

Os ratos alimentados com refeição e com restrição calórica aprenderam a comer rapidamente quando a comida estava disponível, resultando em períodos de jejum diários mais longos para os dois grupos.

Foi acompanhada a saúde metabólica dos camundongos durante o tempo de vida até a morte natural.

O grupo alimentado com refeição e com restrição calórica mostraram melhorias na saúde geral, como evidenciado por atrasos no dano comum relacionado à idade no fígado e outros órgãos e longevidade prolongada. 

Já o grupo com restrição calórica também mostraram melhora significativa nos níveis de glicose e insulina em jejum em comparação com os outros grupos.

Curiosamente, os pesquisadores descobriram que a composição da dieta não teve impacto significativo na vida útil dos grupos alimentados com refeição e restrição calórica.

Porém, foi o aumento do tempo de jejum diário que resultou em melhorias gerais na saúde e na sobrevivência de ratos machos. 

Isso acontece porque esse período prolongado de jejum diário permite que mecanismos de reparo e manutenção que estejam ausentes de uma exposição contínua aos alimentos.

Colocando o jejum em prática

Como pode ser observado nesse estudo, não é quantidade de calorias que você ingere ao longo do dia que vai influenciar sua saúde. E sim, quanto tempo os mecanismos de reparo do seu corpo têm disponíveis sem o contato com os alimentos. 

Acredito que depois de tudo isso você já esteja convencido de que o jejum é o principal item da receita da longevidade. Então vamos colocá-lo em prática!

A melhor maneira de iniciar o jejum é prolongar o período de jejum durante o sono. Ou seja, você vai fazer sua última refeição do dia por volta das 20:00 horas e próxima refeição será às 12:00 do dia anterior!

Ou seja, serão 16 horas de jejum!

É claro que durante esse período de jejum matinal, você deverá tomar bastante água, pode consumir chás e café sem açúcar ou adoçante.

No início pode parecer difícil, afinal, estamos tão acostumados a comer o tempo todo… Porém, com o tempo você acostuma. 

Um ótima dica para antes de colocar o jejum intermitente em prática, é fazer uma desintoxicação do corpo. Quando você faz o detox, você ajuda seu corpo a metabolizar com mais potência os alimentos. Ajudando assim, seu corpo a trabalhar com maior capacidade e eficácia.

Conheça o meu programa D7D. 

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A segunda dica é quanto a alimentação pós jejum, o período conhecido como quebra de jejum. A primeira refeição pós jejum é fundamental para a eficácia do processo.

Para isso, coma ovos, verduras e legumes, frutas, castanhas e amendoins, e lembre-se de não comer em excesso. 

Coma para ficar satisfeito e não para compensar o período de jejum!

Abraços e fique com Deus!

Dr. Juliano Pimentel

 

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Autor Dr. Juliano Pimentel

Olá, eu sou o doutor Juliano Pimentel. Médico, fisioterapeuta e coach que ajuda as pessoas com conteúdos sobre saúde, alimentação e emagrecimento. Também sou celíaco e tenho uma vida de pesquisa sobre o Glúten.

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