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Tratamento para diabetes com Jejum Intermitente. Será que funciona?

Se você sofre com diabetes, com certeza já deve ter ouvido falar que terá que tomar remédio para sempre, porém isso não é verdade, o jejum intermitente planejado é um bom tratamento para diabetes tipo 2.

Cada vez mais estudos mostram que o jejum intermitente é uma opção de tratamento para diabetes.

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Diabetes tem cura?

De fato, mudanças no estilo de vida são fundamentais no manejo e tratamento para diabetes. Mas essas mudanças por si só, nem sempre podem controlar os níveis de glicose no sangue. E se você pensar em uma cirurgia bariátrica está sempre envolta de muito risco.

Por outro lado, os remédios podem administrar os sintomas e ajudar a evitar complicações. Mas não conseguem curar a doença.

Por isso, cada vez mais, estudos têm associado o jejum intermitente no tratamento para diabetes. Já que, é possível perder peso e controlar a insulina.

Efeitos do jejum intermitente no tratamento para diabetes

Foi realizado um estudo com três homens diabéticos (1). Antes do estudo, os homens participaram de seminários de nutrição, que lhes deram informações sobre o desenvolvimento da doença, ou seja, seus efeitos sobre o corpo e como usar a dieta para controlar o diabetes.

Então, os cientistas pediram que dois deles jejuassem por 24 horas a cada dois dias, enquanto o terceiro jejuava por 3 dias por semana. Durante os dias de jejum, os homens podiam beber bebidas de baixa caloria, como água, chá ou café. Além disso, eles poderiam comer uma refeição de baixa caloria à noite.

O estudo durou 10 meses no total, e os três homens seguiram seu cronograma sem encontrar quaisquer dificuldades. Após o período de jejum, a equipe mediu seu peso e glicemia.

Os resultados revelaram uma melhoria significativa. Todos os três perderam peso, a glicose no sangue foi menor, e eles foram capazes de parar de usar insulina após um mês desde o início do tratamento.

Em um caso, a pessoa parou depois de apenas 5 dias.

Dois dos homens também interromperam todas as drogas diabéticas, enquanto o terceiro participante parou 3 de 4 remédios.

Os autores concluíram que o jejum intermitente pode ajudar pessoas com diabetes, mas o estudo foi limitado a três participantes. Por isso, mais pesquisas são necessárias para confirmar esses achados, mas são encorajadores.

Esta série de casos mostrou que os regimes de jejum de 24 horas podem reverter significativamente ou eliminar a necessidade de medicação diabética.

Jejum intermitente pode ajudar na perda de peso

A comida que comemos é quebrada por enzimas em nosso intestino e acaba sendo moléculas em nossa corrente sanguínea (2, 3). 

Carboidratos, particularmente açúcares e grãos refinados (pense em farinhas brancas e arroz), são rapidamente transformados em açúcar, que nossas células usam para energia (4).

Chás para jejum intermitente no tratamento de diabetes
Chás para jejum intermitente no tratamento de diabetes

Se nossas células não usarem tudo isso, armazenamos em nossas células adiposas como gordura.

Mas o açúcar só pode entrar em nossas células com insulina, um hormônio produzido no pâncreas. A insulina traz açúcar para as células adiposas e a mantém lá.

Entre as refeições, contanto que não comamos, nossos níveis de insulina diminuirão e nossas células adiposas podem liberar o açúcar armazenado para ser usado como energia. Nós perdemos peso se deixarmos nossos níveis de insulina diminuírem. 

Toda a ideia do JI é permitir que os níveis de insulina diminuam o suficiente e por tempo suficiente para que possamos queimar nossa gordura.

Jejum como tratamento para diabetes 

A primeira coisa que você precisa saber é que existem diferentes maneiras de fazer o jejum intermitente, que basicamente não é comer por certos períodos de tempo.

Por exemplo, você pode restringir seu consumo de comida a apenas oito horas por dia – por exemplo, das 11h às 19h – e não comer mais nada pelas outras 16 horas (5, 6).

Ou você pode ter apenas uma refeição por dia e depois jejuar por 24 horas.

Outra abordagem é comer normalmente em alguns dias da semana, enquanto reduz significativamente as calorias em outros dias.

O jejum faz parte da cultura humana há milhares de anos. A maioria das principais religiões encoraja seus crentes a restringir a ingestão de alimentos durante certos períodos.

O uso do jejum para tratar o diabetes é relativamente novo

O tipo 2 é a forma mais comum de diabetes, representando 85 a 90 por cento dos casos. Geralmente se desenvolve mais tarde na vida e é frequentemente associado ao excesso de peso (7, 8).

Uma das principais características da doença é uma condição conhecida como resistência à insulina. A insulina é um hormônio que move a glicose (açúcar) da corrente sanguínea para as células do corpo, onde é usada como energia. Por uma variedade de razões que não são totalmente compreendidas, os tecidos do corpo não respondem adequadamente à insulina, assim, a glicose se torna elevada na corrente sanguínea.

Níveis de açúcar no sangue mal controlados podem levar a uma série de complicações médicas. Afinal, aumentam o risco de ataque cardíaco, acidente vascular cerebral, insuficiência renal, cegueira, bem como, amputação de membros.

Diabetes é frequentemente tratado com medicamentos para tornar o corpo mais sensível à insulina. Alguns pacientes também tomam insulina adicional para completar a quantidade produzida por seus próprios corpos.

Porém, podemos considerar que essas alternativas de tratamento não são as mais indicadas. Já que, os medicamentos usados ​​para limpar o açúcar da corrente sanguínea acabam sobrecarregando as células com glicose, que é transformada em gordura. Ou seja, mesmo que o açúcar no sangue melhore, você ganha peso e o diabetes só piora.

Novas abordagens para o tratamento

Sendo assim, as células são resistentes à insulina porque já estão preenchidas ao máximo com glicose. A resistência à insulina é como uma mala cheia de roupas. Você não pode conseguir mais roupas sem tirar algumas.

Ou seja, períodos de jejum permitem que o corpo elimine o excesso de açúcar e, em seguida, as células se tornem responsivas à insulina mais uma vez.

Além do mais, é fundamental também incentivar os pacientes a modificarem suas dietas. Ou seja, reduzam os carboidratos refinados, como pão e massa feita com farinha branca, que o corpo rapidamente converte em glicose. Além disso, pode ser adicionando gorduras saudáveis ​​encontradas em abacates, nozes e azeite de oliva.

Uma vez que os estoques de glicose estão esgotados, o que acontece após o jejum prolongado, o corpo se desloca para a queima de gordura como combustível.

Jejuando regularmente, os pacientes tendem a perder peso. Sendo assim, a resistência à insulina é superada e eles podem reduzir ou mesmo parar de tomar seus medicamentos para diabetes.

De fato, o jejum precisa ser acompanhado por um profissional. E durante os períodos de jejum o ideal é que o paciente consuma bebidas de baixas calorias. Se você pretende iniciar a prática do JI, confira as receitas de chás.

Chás para consumir no Jejum Intermitente
Chás para consumir no Jejum Intermitente

Abraços e fique com Deus!

Dr. Juliano Pimentel.

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Autor Dr. Juliano Pimentel

Olá, eu sou o doutor Juliano Pimentel. Médico, fisioterapeuta e coach que ajuda as pessoas com conteúdos sobre saúde, alimentação e emagrecimento. Também sou celíaco e tenho uma vida de pesquisa sobre o Glúten.

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