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Dores

Ovário Policístico: Sintomas Causas e Tratamentos

Dr Juliano Pimentel

A Síndrome do Ovário Policístico (SOP), afeta cerca de 7% a 20% das mulheres em idade fértil. É um dos distúrbios hormonais endócrinos mais comuns.

Embora poucas mulheres estejam cientes dessa desordem, ou como são os sintomas da Síndrome do Ovário Policístico, a doença é responsável por 70% dos problemas de infertilidade.

Além disso, também pode aumentar o risco de desenvolvimento de várias outras doenças, como resistência à insulina, diabetes tipo 2, colesterol alto, pressão alta e doenças cardíacas.

Nesse artigo explicarei os sintomas, causas e tratamentos para a Síndrome do Ovário Policístico.

Não deixe de ler e compartilhar.

Ovário Policístico 

O termo “policístico” se refere ao desenvolvimento de múltiplos cistos pequenos nos ovários; acumulando cistos em pequenos “sacos”.

Normalmente, os ovários liberam uma pequena quantidade hormônios sexuais masculinos (chamados andrógenos); porém, em mulheres com a síndrome do ovário policístico, os ovários começam a produzir um pouco mais de andrógenos, que é a razão para sintomas masculinos, como pelos na face.

Sintomas

Existem vários sintomas do ovário policístico que são comuns e relacionados à questões hormonais, embora que em cada mulher a forma como o desequilíbrio hormonal se desenvolve possa ser diferente.

Classicamente, os médicos procuram vários cistos nos ovários (descrito como semelhantes a uma “sequência de pérolas”, ao realizar um ultrassom), mas nem todas as pacientes diagnosticadas têm cistos visíveis nos ovários.

A doença ainda pode ser diagnosticada se a maioria dos outros sintomas comuns surgirem (1).

Os sintomas mais frequentes incluem:

Períodos menstruais irregulares, incluindo amenorréia (períodos ausentes);

– Dificuldade em conceber ou infertilidade;

– Alterações no peso, especialmente ganho de peso e dificuldade para perder peso;

Acne;

– Resistência à insulina (relacionada ao aumento do risco de diabetes);

Níveis elevados de testosterona;

Hirsutismo (crescimento excessivo do cabelo, incluindo em lugares onde nas mulheres geralmente não crescem cabelo, como na face e no abdômen);

Calvície ou fios ralos;

Fadiga;

– Mudanças no humor;

Baixo libido.

Tratamento 

Algumas dicas podem ajudar no tratamento de ovário policístico. Confira:

1 – Alimentação de verdade

Em mulheres com excesso de peso, principalmente sedentárias e lutando contra a resistência à insulina, é recomendável uma dieta voltada para a perda de peso saudável, que é pobre em açúcar e rica em nutrientes (2).

Não importa a causa do desequilíbrio hormonal, comer alimentos de verdade e eliminar a exposição a toxinas é importante.

É crucial para aumentar o metabolismo e portanto, ajudar na produção de hormônios, eliminando várias toxinas que entram no organismo através de alimentos industrializados e processados.

Hormônios podem facilmente ficar desequilibrados quando o corpo é bombardeado por coisas como adoçantes artificiais, pesticidas, conservantes e assim por diante.

Pense em “nutrição” como o objetivo, especialmente comendo uma variedade de alimentos anti-inflamatórios naturais – como vegetais, frutas, carnes e gorduras saudáveis (3).

O mesmo tratamento dietético usado para combater a síndrome do ovário policístico, também ajuda a tratar outras doenças comuns, incluindo obesidade, doenças cardíacas, doenças autoimunes, diabetes e assim por diante.

Isso significa remover do organismo os alérgenos comuns ou sensíveis, toxinas e produtos químicos, incluindo:

1- Excesso de álcool ou cafeína;

– A maioria das fontes de açúcar e adoçantes (incluindo xarope de milho rico em frutose, açúcar refinado e grãos refinados que acionam picos de insulina; que são inflamatórios e irritantes para o intestino);

– Alimentos embalados e processados;

– Hidrogenados e refinados (soja, canola, cártamo, girassol e milho), que são altamente inflamatórios;

– Sensibilidades comuns, incluindo produtos lácteos convencionais e glúten.

  1. Reduzir o estresse

Uma das chaves para resolver qualquer problema hormonal é dar uma olhada na “conexão mente-corpo”. Isso é porque o estresse pode ter impactos drásticos sobre o sistema endócrino e, portanto, a produção de hormônios.

Diferentes coisas funcionam para diferentes pessoas quando se trata de combater o estresse crônico, como passar mais tempo na natureza, yoga, meditação, oração e assim por diante.

Tente abordar quais áreas de sua vida causam mais estresse e como você pode lidar com elas adequadamente.

  1. Obtenha descanso suficiente

Dormir é crucial para a regeneração celular, produção de hormônios, controle de estresse e até mesmo controle de peso.

Na verdade, privação de sono pode ter os mesmos efeitos negativos sobre a saúde e hormônios como a falta de atividade e uma dieta pobre em nutrientes.

Em uma revisão publicada em Reprodução Humana, os pesquisadores analisaram um estudo transversal de mulheres com e sem ovário policístico.

Eles descobriram que distúrbios do sono eram duas vezes mais comuns em mulheres com o em comparação com aquelas sem (4)

Consistentemente não dormir o suficiente aumenta os hormônios do estresse no corpo, incluindo cortisol, e muda os níveis de hormônios que controlam seu peso e apetite, incluindo insulina e grelina.

Quanto mais estressado você é, mais sono você provavelmente precisa – mas a recomendação geral que funciona bem para a maioria das pessoas é dormir sete horas por noite.

  1. Exercícios corretos

Se você tem uma predisposição para desenvolver desequilíbrios hormonais, tenha em mente que há uma linha tênue entre o excesso e a falta de atividade.

Geralmente falando, os corpos das mulheres são mais suscetíveis às mudanças hormonais quando o exercício é aumentado além dos níveis saudáveis.

Por exemplo, “atleta triada feminina” é uma condição que pode contribuir para ovário policístico, que é causada por excesso de exercício juntamente com uma dieta restritiva.

As atletas podem ser mais suscetíveis a períodos irregulares, de acordo com vários estudos (5).

Claro, isso não significa que você precisa cortar o exercício, uma vez que existem muitos benefícios da atividade física para o equilíbrio hormonal. É apenas uma questão de descobrir qual quantidade funciona melhor para você (6).

  1. Evitar a exposição a disruptores endócrinos

Os disruptores endócrinos são substâncias químicas que interferem na produção, liberação, transporte, metabolismo ou eliminação dos hormônios naturais do corpo.

Na sociedade industrializada de hoje, nos encontramos com eles mais do que nunca: no ar,  na água, no solo e em produtos de beleza ou domésticos.

Estes diruptores podem imitar os hormônios naturais, especialmente o estrogênio, que pode resultar em superprodução ou subprodução de hormônios reais (7).

Fique atento aos sintomas da síndrome do ovário policístico, faça mudanças na sua dieta, invista em hábitos que promovam a qualidade de vida e procure orientação médica.

E lembre-se que a alimentação saudável e adequada faz toda a diferença.

Abraços e fique com Deus!

Dr. Juliano Pimentel.

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The author Dr. Juliano Pimentel

Olá, eu sou o doutor Juliano Pimentel. Médico, fisioterapeuta e coach que ajuda as pessoas com conteúdos sobre saúde, alimentação e emagrecimento. Também sou celíaco e tenho uma vida de pesquisa sobre o Glúten.

3 Comentários

  1. Descobri que. Estou com ovário policístico
    Estou tomando remédio …
    E o meu sonho é ter filhos
    Depois de quanto tempo tomando remédio vou poder engravidar….

    Muito obrihado

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