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Metabolismo

Hipernatremia: Conheça as Causas, Sintomas e Tratamentos

Dr Juliano Pimentel

Hipernatremia é uma condição que ocorre devido à desidratação (baixos níveis de água corporal) e um desequilíbrio em eletrólitos, incluindo sódio e potássio. Uma diferença chave entre hipernatremia e desidratação comum, está no grupo de pessoas que geralmente é afetado por esse problema.

Atletas ou indivíduos que não bebem água suficiente são mais propensos a sofrer com a desidratação.

No entanto, os idosos ou pessoas que estão se recuperando de doenças e cirurgia são mais propensos a desenvolver sintomas de hipernatremia (1).

Dependendo de quão grave a condição se torna, sintomas como fraqueza, confusão, boca seca,  problemas cardíacos ou cognitivos podem ocorrer.

Neste artigo, eu vou explicar as causas, sintomas e tratamentos da hipernatremia.

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Hipernatremia

Demasiada perda de água e/ou muito ganho de sódio caracteriza a hipernatremia. Ela é o oposto da hiponatremia, uma condição que leva a uma diminuição grave de sódio.

Tecnicamente a definição está associada a um aumento na concentração de sódio no sangue, para um valor superior a 145 mmol/L (2).

Ela pode ser causada pela perda de água através da pele, urina ou gastrointestinal (GI).

Pode ser uma condição grave, mas não é muito comum. Ocorre somente quando a resposta ao sentimento de sede está danificada ou deficiente.

Estudos descobriram que a prevalência de pacientes hospitalizados com hipernatremia varia. Porém, mais de 60% dos casos são adquiridos pelos pacientes enquanto estão no hospital (3).

Cerca de 1-10% de todos os pacientes hospitalares desenvolvem hipernatremia grave (geralmente entre os pacientes mais velhos). Apenas cerca de 0,1-1,4% dos doentes que visitam um hospital têm a condição antes da admissão.

Pacientes idosos, e aqueles em cuidados críticos sofrem com desequilíbrios eletrolíticos com mais frequência.

Entre 9-26% dos doentes críticos desenvolverá os sintomas da doença.

hipernatremia leve pode afetar até 22,2% dos pacientes hospitalares geriátricos, 19% daqueles em lares de idosos, 6% dos pacientes não-geriátricos e até 7% dos pacientes levados para o hospital através da ambulância (4).

Sintomas 

Às vezes, os pacientes não estão cientes de sua condição até que se torne grave. Isso pode acontecer, pois eles não sentem sinais de sede anormal.

Quando os sintomas de hipernatremia ocorrem, eles podem incluir:

  • Sede, algumas vezes repentina e severa.

Polidipsia é o termo dado à sede excessiva. É um dos primeiros sintomas que surgem com o diabetes (5). A sede intensa pode também ser acompanhada de poliúria, ou a produção de grandes volumes de urina diluída.

Neste caso, a  urina é geralmente mais clara que o normal (menos amarelo). Além disso, a necessidade de urinar acontece com mais frequência (6).

  • Alterações cognitivas envolvendo o sistema nervoso central, que podem incluir nevoeiro cerebral, confusão e tonturas.
  • Fadiga, fraqueza e letargia, incluindo dores musculares ou fraqueza e dificuldade de locomoção.
  • Alterações de humor, como irritabilidade.
  • Espasmos involuntários, cólicas e convulsões.
  • Sinais e sintomas de desidratação incluindo boca seca (mucosa oral seca) e fraqueza.

Em casos graves quando as complicações se desenvolvem, a hiperosmolaridade pode ocorrer pela perda de água.

Isso pode levar a danos neuronais/cerebrais, incluindo encolhimento celular e lesão cerebral. A desidratação pode puxar demasiada água das células para o sangue (aumento da osmolalidade).

Também é possível experimentar inchaço do cérebro (edema cerebral). Essa é uma resposta muito perigosa à retenção de líquidos em resposta à desidratação grave.

Outras complicações incluem problemas cardiovasculares e/ou circulatórios, tais como ritmos cardíacos anormais.

Podem ocorrer batimentos cardíacos rápidos ou irregulares, ou uma frequência cardíaca em repouso que exceda a taxa normal (chamada taquicardia) ou pressão arterial baixa (7, 8).

Essa doença pode ser mortal em alguns casos, especialmente se o paciente já está gravemente doente ou idoso. Estudos feitos em pacientes que estavam recebendo cuidados intensivos no hospital, mostraram taxas de mortalidade de 30-48%.

Causas

Na maioria dos casos, essa doença se desenvolve devido à uma alteração da sede (levando a baixa ingestão de líquidos ou água), acesso restrito à água ou aumento da perda de líquidos.

A hipernatremia só ocorre quando o mecanismo da sede está comprometido. 

Aqueles que estão em maior risco de desenvolver hipernatremia incluem:

  • Os idosos, pois eles podem desenvolver alterações na digestão, produção de hormônio ou sinalização de sede devido ao envelhecimento.
  • Qualquer pessoa que permanece no hospital em cuidados intensivos (9).
  • Adultos com lesão renal ou lesão renal aguda.
  • Pessoas com um hipotálamo danificado, demência, diabetes ou que têm lesões hipotalâmicas que causam mudanças na sede.
  • Deficientes físicos, que às vezes não conseguem beber bastante água ou perceber a sede.
  • Qualquer pessoa que esteja se recuperando de uma infecção aguda, especialmente durante ou após a hospitalização.
  • Quem sofre com alterações na urina e sede (10).
  • Consumir muito sal, consumo de antibióticos contendo sódio por via intravenosa, ou quem recebe outros fluidos durante uma estadia no hospital, como bicarbonato de sódio.
  • Pessoas com vômito, diarreia e náusea, devido à perda de fluídos.
  • Atletas, devido ao treinamento excessivo.
  • Pessoas que têm distúrbios alimentares, tais como bulimia nervosa, ou que têm abusado laxantes, diuréticos “pílulas de água”, quem consome alguns produtos para.

Como ela se desenvolve

A ingestão e excreção de água normalmente equilibra os níveis de sódio no sangue.

Isto inclui níveis ascendentes e descendentes de outros eletrólitos, como potássio. Assim, para que o sódio aumente para níveis perigosamente elevados, deve haver um intercâmbio anormal entre sódio/água/potássio.

Em pessoas saudáveis ​​sem hipernatremia, as alterações na ingestão de água (água potável ou fluidos), juntamente com a excreção de água (micção) normalmente mantém níveis normais de sódio.

Sem que você note, o corpo controla constantemente esses dois fatores através de dois mecanismos primários.

Ele controla a quantidade de sal e água que deixam o corpo através do ajuste, das concentrações urinárias. O corpo também faz você sentir mais sede quando precisa de mais água e menos sal.

Algumas das coisas que podem interferir com este processo de equilíbrio de sódio-água incluem:

  • Liberação de mais ou menos hormônio antidiurético, chamado vasopressina arginina (ou AVP)
  • Perda de circulação normal (uma diminuição no volume de sangue que flui através das artérias)
  • Resposta à infecção ou dor, problemas digestivos como náuseas
  • Efeito colateral de muita tensão ou ansiedade, entre outros

Vários hormônios, especialmente um chamado aldosterona, controlam os níveis de sódio.

Ela faz os rins aumentarem ou diminuírem a liberação de sódio, dependendo da ingestão de água e sal de alguém.

Devido a isso, a disfunção renal ou lesão renal aguda pode ser um grande contribuinte para hipernatremia.

Tratamentos

O tratamento depende da causa subjacente do problema. A maioria dos tratamentos tem o objetivo de restaurar os níveis de água, e reduzir a ingestão de sódio.

De acordo com informações fornecidas pela American Family Physician, alguns tratamentos típicos de hipernatremia incluem:

>> Interromper a perda de água e fluidos, tais como a transpiração excessiva, vômitos, diarreia, uso de diuréticos ou queimaduras graves.

>> Tratamento de lesões que causam perda de fluidos e alterações anormais do eletrólito. Estes podem incluir exaustão pelo calor, níveis elevados de creatinina ou desidratação devido ao excesso de exercício sem consumir água.

>> Corrigir quaisquer níveis elevados de hormônio do estresse (cortisol) ou níveis de glicose, para reduzir a causa subjacente e corrigir o sinal de sede do paciente.

>> Ajustar os níveis de sódio, caso ele esteja aumentando devido ao uso de líquidos intravenosos ou outros medicamentos usados enquanto o paciente estiver no hospital

Tratamentos naturais

  1. Prevenir a Desidratação

Beba água e líquidos saudáveis.

Evite os diuréticos ou pílulas para perda de peso; trate a causa subjacente de vômito ou diarreia; monitore os sintomas que você experimenta ao tomar antibióticos; controle os efeitos secundários da diabetes; e preste atenção nos efeitos colaterais devido ao uso de medicações.

Água, água de coco, água saborizada e chás naturais (não diuréticos).

  1. Visite o médico no caso Desidratação Crônica

Fale com seu médico imediatamente, sobre como tratar a perda de água e reverter o déficit hídrico.

  1. Mantenha uma dieta saudável

Pacientes com diabetes correm mais riscos em desenvolver a doença.

Converse com o médico e faça sempre acompanhamento.

Manter a dieta saudável.

Diminua o teor de sódio, e invista no consumo de legumes frescos, verduras e frutas.

  1. Monitore a urina

Beba água durante todo o dia e fique atento à quantas vezes você vai ao banheiro (a sua urina deve ter uma uma cor amarelo pálido, não claro ou muito escuro) (11).

Se perceber alterações na frequência, cor ou odor, procure orientação médica.

E como eu falei, mudar os hábitos alimentares e a melhorar a ingestão de líquidos é essencial.

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The author Dr. Juliano Pimentel

Olá, eu sou o doutor Juliano Pimentel. Médico, fisioterapeuta e coach que ajuda as pessoas com conteúdos sobre saúde, alimentação e emagrecimento. Também sou celíaco e tenho uma vida de pesquisa sobre o Glúten.

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