Se você sente dor e desconforto na área reprodutiva, a endometriose pode ser a razão. A boa notícia é que existem soluções para tratar esta condição desconfortável.
Neste artigo, você vai saber o que é endometriose, quais são os sintomas e como tratá-la.
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A endometriose é uma doença frequente muito incapacitante para a mulher. É a presença do tecido endometrial fora da cavidade do útero.
Ao menstruar o sangue flui através da trompa e cai dentro da cavidade abdominal pélvica. E como todo líquido se aloja na cavidade mais profunda da pelve que é chamada fundo de saco que fica atrás do útero.
Todas as mulheres praticamente tem esse refluxo de sangue da cavidade uterina para a cavidade pélvica. E esse sangue tem células tronco que vão alojar atrás do útero ou atrás da bexiga e formar a endometriose.
Além desses dois lugares mais comuns, as células endometrióticas pode se acumular em qualquer lugar da pelve ou extrapélvica. Existem células endometrióticas no diafragma, pulmão e até no cérebro, por exemplo.
O sangue menstrual contém células tronco, que é uma sementinha. Fora do útero essa sementinha deveria não nascer, no entanto, em mulheres que têm predisposição essa sementinha vai se desenvolver e enraizar fora do seu habitat.
– Fortes dores menstruais ou pré menstruais (também conhecidos como dismenorreia) ou períodos irregulares;
– Há também o aumento da dor durante a evacuação e também na micção;
– Sangramento excessivo e também pequenos sangramentos entre ciclos;
– Digestão dolorosa, assim como prisão de ventre e náusea;
– Além disso, a mulher pode sentir dor lombar crônica, dor abdominal, dor pélvica, dor nas articulações e dor nos nervos;
– A mulher também fica com fadiga crônica e inchaço;
– Por fim, o sintoma mais comum é a infertilidade.
Para muitas mulheres, a progressão dos sintomas da endometriose é lenta, desenvolvendo ao longo de muitos anos. Como cada mulher experimenta uma gama diferente de dor, o que pode dificultar o diagnóstico.
A dor geralmente começa na parte inferior do abdômen, e se intensifica durante o período menstrual ou durante as relações sexuais. Como a dor se torna mais grave, ela pode começar a irradiar através da barriga inferior, costas e pernas (2).
Geralmente a infertilidade é o gatilho para descobrir a condição, não espere por esse momento. Por isso, fique atenta aos sintomas e procure orientação médica.

Exames para diagnostica endometriose
Os exames de imagem são mais adequados para indicar a existência da endometriose, que será confirmada posteriormente por meio de exames laboratoriais mais específicos.
Entre os exames que podem sinalizar o problema, estão:
Ultrassonografia transvaginal – Procedimento que permite a identificação de endometriomas, assim como aderências pélvicas e endometriose profunda.
Ressonância magnética – Apresenta melhores taxas de sensibilidade e especificidade na avaliação de pacientes com endometrioma e endometriose profunda, por exemplo.
Para identificar a existência da endometriose, outros exames complementares ainda podem ser solicitados pelo médico. Como a ultrassonografia transretal, a ecoendoscopia retal, bem como a tomografia computadorizada.
Por fim, após ser identificada alguma alteração, o médico poderá optar por realizar uma biópsia da lesão encontrada, para confirmar o diagnóstico.
Essa avaliação será realizada por meio de exames chamados laparoscopia e laparopotomia.
A primeira causa é o refluxo de sangue, já o segundo fator é a presença de toxinas ambientais. Aliás, um estudo realizado na Inglaterra mostrou que meninas com endometriose tinham mais toxicidade no corpo.
E de fato, a endometriose está relacionada aos hábitos modernos. Nos tempos antigos, por exemplo, em que a mulher não utilizava métodos contraceptivos, a mulher engravidava todos os anos. E o período da amamentação e gestação sem a menstruação era uma proteção contra a endometriose.
Além de ter ciclos reprodutivos mais frequentes, a mulher não usava tanta maquiagem, por exemplo. Sem falar que a qualidade do ar e da água era outro, ela não comia alimentos industrializados. Até a quantidade de estímulos que o cérebro que a mulher recebia eram outros.
As meninas menstruavam por volta dos 13 anos. Entre 14 e 15 se casavam e a função era cuidar delas e da família. Ou seja, não trabalhavam fora e existia uma fraternidade entre as mulheres da família.
Hoje vivemos em uma outra realidade, com mais facilidades, porém, com outros desafios diferentes para o aprendizado.
O desafio da mulher hoje é administrar todos os diferentes estímulos, além de demandas que são fatores de estresse.
O estresse exige do corpo uma resposta que coloca as pressas o coração, assim como pulmão e músculo. No momento da resposta ao estresse o trato digestório e o sistema hormonal estão enfraquecidos na sua função.
Se fosse uma resposta momentânea não tinha problema algum, pois depois tudo isso se normalizaria. Acontece é que o estilo de vida moderno trouxe um estresse constante colocando o sistema digestório e hormonal em lockdown.
Nessa situação a célula endometriótica que vaza através da trompa e cai fora do lugar, encontra nessa mulher um atividade inflamatória na pelve exagerada. Por isso, se tem tanta endometriose nos tempos modernos.
O próprio contraceptivo hormonal é um xenobiótico, ou seja, uma toxina e tudo isso leva para um deficiência na proteção da progesterona e cria um ambiente propício para o desenvolvimento dessa ‘sementinha’ que não era para produzir fora do seu habitat natural que é o útero.
Existem vários medicamentos na farmácia que são progestágenos, ou seja, vão bloquear a menstruação que em muitos casos precisam ser usados. Mas, não se acomode aos medicamentos, faça exercícios, melhore a alimentação e controle o estresse.
O tratamento vai além do remédio. Essas mudanças vão promover a mudança dos genes e renovação das células a cada dia e você vai se curando de tudo.
Pense que seu estilo de vida te conduziu a esta situação, sendo assim, é necessário mudar os hábitos para lidar com a condição.
Três pilares são o sustento da sua mudança de estilo de vida para ter mais saúde: gerenciamento do estresse, atividade física e alimentação anti inflamatória.
Reduzir o consumo de carboidrato e leite, aumentar o consumo de alimentos de verdade, evitar alimentos industrializados, fazer exercícios físicos, são mudanças que envolvem todo o funcionamento hormonal. Por isso, todas essas mudanças beneficiam não só mulheres com endometriose, mas também aquelas com ovário policístico, mioma e entre outras disfunções hormonais.
Além disso, é preciso pensar na detoxificação intestinal e do fígado. Ou seja, consumir suco verde todos os dias e alimentação anti inflamatória.
É preciso também pensar na progesterona. A progesterona é um hormônio com efeito contrário ao do estrogênio e atua no cérebro ajudando a qualidade do sono. Um sono de qualidade, por exemplo é crucial para o corpo detoxificar e promover um dia de qualidade com os hormônios funcionando em equilíbrio.
Para ter um sono de qualidade é preciso fazer a última refeição mais cedo. Além de priorizar alimentos que impulsionam a progesterona como o inhame, que pode ser usado cozido, ou o leite do inhame usado em receitas.
Além disso, o chá de capim limão, melissa com gengibre, canela, maçã e cravo ajuda a estimular os neurotransmissores. Ou seja, facilita o processo do intestino absorver o triptofano para que ele vire melatonina à noite.
O banho frio também ajuda a melhorar a qualidade de sono também. Para isso, antes de dormir, coloque uma música relaxante e deite com os pés para cima. A intenção é relaxar antes de dormir.
Não existe uma fórmula mágica para prevenir a endometriose. De maneira geral, o recomendado é manter hábitos saudáveis, como uma dieta equilibrada, sono regular, praticar atividades físicas e evitar estresse. Ter filhos mais cedo e amamentar também são fatores protetores.
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Dr. Juliano Pimentel.
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]]>Os inhames são a variedade silvestre da batata-doce vulgarmente conhecida, e passam pelo nome científico Dioscorea villosa.
Existem mais de 600 variedades de inhame selvagem, mas apenas uma dúzia é considerada comestível (1).
No entanto, seus tubérculos são valiosos devido a um composto químico encontrado no interior chamado diosgenina.
Este composto é um precursor de certos hormônios esteroides, como a progesterona, que é importante para impulsionar a saúde reprodutiva feminina.
Embora os extratos e tinturas deste vegetal sejam usados há muito tempo na medicina tradicional, ainda há algum debate sobre a eficácia do inhame cru no corpo.
Neste artigo é possível conhecer as características do inhame, vantagens e desvantagens do consumo.
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Inhame: Carne de porco com inhame. Imagem: (Divulgação)
O Inhame tem índice glicêmico de médio para alto, por isso demora mais para ser transformado em açúcar no sangue, evitando picos de insulina no organismo.
É rico em fibras, tem baixo conteúdo lipídico e muitos micronutrientes.
Além disso, o inhame ajuda no combate a celulite. Os efeitos do consumo de inhame são o reflexo da ingestão de um alimento saudável, com capacidade antioxidante e anti-inflamatória.
Ele contém alantoína, um composto natural que pode acelerar o crescimento de tecido saudável e reduzir o tempo de cicatrização.
Topicamente, ele pode ser aplicado a úlceras, furúnculos e abscessos na pele para tratamento. Seus sucos foliares também podem tratar picadas de escorpiões e picadas de cobra.
A diosgenina em suas raízes é um fitoestrógeno, um estrogênio natural à base de plantas.
Quando processada em laboratório, a diosgenina pode ser usada para fabricar progesterona, embora em sua forma original, o inhame não contenha progesterona ou outros hormônios humanos.
Mas há evidências limitadas de que o extrato de inhame pode ser um remédio útil para alguns dos sintomas desagradáveis da menopausa.
Um estudo em 22 mulheres na pós-menopausa descobriu que uma alta ingestão de inhame durante 30 dias melhorou os níveis hormonais, reduziu o colesterol LDL e aumenta os níveis de antioxidantes (4).
Ele está disponível na forma de cápsula, tintura e suplemento de ervas.
Para ter um efeito, os compostos no inhame precisam ser processados em laboratório para serem eficazes.
Alguns fito terapeutas ainda recomendam extratos deste tubérculo vegetal para seus pacientes (5).
Às vezes, extratos deste vegetal têm sido usados como uma opção alternativa para a terapia de estrogênio.
Em sua forma natural, o inhame chinês pode ser comido
Proteínas vegetais naturais encontradas nesse alimento podem ser tóxicas, e causar doenças se consumidas cruas. Descascar e cozinhar completamente os fios removerá quaisquer substâncias nocivas (6).
Ele também está disponível:
O inhame também é administrado em cremes e géis, que podem ser aplicados diretamente na sua pele.
Algumas delas podem conter progesterona sintética, embora possam ser promovidas como contendo progesterona natural. Outras adições a estes compostos podem incluir vitaminas, minerais e outras ervas.
O inhame é seguro para a maioria dos adultos, mas se você estiver tomando medicamentos, converse com seu médico sobre possíveis efeitos colaterais.
Embora o inhame não contenha estrogênio, ele tem propriedades que podem fazer com que ele aja como uma forma leve de estrogênio.
Pode interagir negativamente com terapia de reposição hormonal ou pílulas anticoncepcionais, e mulheres grávidas ou lactantes devem evitá-la, assim como mulheres com distúrbios sensíveis a hormônios, como
As pessoas com deficiência de proteína S, proteína plasmática, dependente da vitamina K, que funciona como inibidor fisiológico da coagulação.
Também devem evitar o inhame, porque suas propriedades similares ao estrogênio podem aumentar o risco de coágulos sanguíneos.
O extrato de inhame selvagem pode causar complicações durante a gravidez e amamentação.
Ele também é contraindicado para as pessoas que estão lutando contra um câncer relacionado à hormônios, como câncer uterino ou câncer de ovário.
Por isso, o mais indicado é conversar com o médico antes de consumir a raiz, para que não haja a possibilidade de piorar os sintomas (7).
Há também algumas preocupações de que consumir extrato de inhame pode causar coágulos sanguíneos, o que pode ser um problema para pessoas com distúrbios hemorrágicos.
O inhame é um tubérculo versátil, com muitas qualidades benéficas para a saúde, para aliviar os sintomas do diabetes e até benefícios antioxidantes em geral.
Certifique-se de conversar com seu médico antes de adicioná-lo à sua dieta, e sobre possíveis efeitos colaterais.
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Dr Juliano Pimentel.
]]>Ter um cisto no ovário, geralmente não é grave porque é uma situação comum que acontece em muitas mulheres entre os 15 e os 35 anos de idade, podendo surgir várias vezes ao longo da vida.
No entanto, realizar consultas regulares no ginecologista é essencial.
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Ele também é conhecido como cisto ovariano; é uma bolsa que se forma dentro ou ao redor do ovário, cheia de líquido, que pode provocar: dor na região pélvica, atraso na menstruação ou dificuldade para engravidar.
O cisto é uma lesão que pode surgir em várias partes do organismo.
Ele é basicamente uma bolha envolta por uma fina membrana, que contém ar ou substâncias líquidas (ou semilíquidas) em seu interior.
Normalmente, o cisto é uma lesão benigna. Ele é apenas um acúmulo de líquido em determinado tecido. Porém, em raros casos, tumores malignos podem ter aspecto semelhantes aos de um cisto benigno. Por isso, uma avaliação cuidadosa da lesão é sempre importante.
O cisto de ovário é, portanto, uma bolsa ou saco com líquido em seu interior, que se forma no próprio ovário ou ao redor do mesmo (1).
Existem vários tipos de cisto no ovário, os mais comuns são os chamados cistos funcionais, que se formam durante o processo de ovulação.
Como já foi mencionado, existem vários tipos de cistos no ovário. Os principais deles incluem:
O tipo de cisto no ovário pode ser avaliado pelo seu ginecologista através de exames como ultrassom, laparoscopia ou exames de sangue.
Cistos ovarianos são mais comuns da puberdade à menopausa. As ocorrências são menos frequente após a menopausa, mas mais perigosas.
Uma das causas mais comuns dos cistos no ovário, são algumas falhas no processo de ovulação e mudanças hormonais (2).
Inclusive os medicamentos para fertilidade pode causar o aparecimento de múltiplos cistos nos ovários.

Cisto no Ovário: Normalmente, não provoca sintomas. Imagem: (Divulgação)
Em geral, o aparecimento de cisto no ovário não provoca sintomas e não precisa de tratamento específico, pois normalmente desaparecem espontaneamente.
Quando ele cresce muito, porém, se rompe ou quando ele fica torcido no ovário, Sendo assim, pode surgir sintomas como dor no abdômen e menstruação irregular; que podem piorar durante a ovulação, o contato íntimo ou devido aos movimentos intestinais.
Outros sintomas dos cistos ovarianos são:
Os sintomas também são os mesmos no caso de cisto hemorrágico e cisto maligno, e por isso é necessário fazer ultrassom para diagnosticar o problema.
O tratamento para cisto no ovário irá depender do tamanho do cisto, da sua forma, dos sintomas relacionados e da idade da mulher. Por isso, você deve sempre ser orientada pelo seu médico.
Na maior parte dos casos, ele desaparece por si só, não necessitando de tratamento.
O médico pode aconselhar, por exemplo, apenas uma vigilância regular dos ovários através de ultrassom e exame de sangue, para avaliar constantemente se há a evolução do cisto.
O tratamento com anticoncepcional também é muito utilizado em casos recorrentes. Feito especialmente em mulheres jovens sem suspeita de cisto maligno; mas que sofre de sintomas de dor aguda, impedindo assim a recorrência de novos cistos.
Quando ele provoca sintomas ou dificulta o funcionamento do órgão, e não há outras opções, o médico pode recomendar cirurgia para retirada do cisto, porém sem retirar o ovário.
Em casos mais graves, no entanto, em que o cisto é muito grande ou apresenta indícios de câncer; pode ser necessário a retirada do ovário.
Por isso, verifique com o médico a melhor alternativa.

Cisto no Ovário e a Alimentação: Salmão: Rico em Proteínas. Imagem: (Divulgação)
Alguns tratamentos naturais também podem ajudar a tratar os sintomas do cisto no ovário.
Não importa a causa do desequilíbrio hormonal, ter uma alimentação rica em nutrientes e evitar a exposição à toxinas é importante.
Aumentar o metabolismo e, portanto, ajudar com a produção de hormônios, eliminando várias toxinas que entram no através de alimentos processados e açucarados.
Os hormônios podem facilmente se desregular quando o corpo é bombardeado por coisas como adoçantes artificiais e conservantes (3).
Procure comer principalmente uma variedade de alimentos anti-inflamatórios naturais (como vegetais, frutas e salmão), nozes e gorduras saudáveis (incluindo óleo de coco, azeite e abacate) (4). Você pode fazer sucos antioxidantes. Clique na imagem para receber as receitas
Também é importante remover da sua dieta os alimentos e alérgenos comuns, como glúten e laticínios, além de açúcares e produtos artificiais e industrializados.
Uma das chaves para resolver qualquer problema hormonal é, no entanto, olhar com cuidado para a “conexão mente-corpo”. Isso é porque o estresse pode ter impactos drásticos sobre o sistema endócrino e, portanto, a produção de hormônios.
Para combater o estresse crônico, algumas dicas são: passar mais tempo na natureza, Yoga, meditação, e assim por diante.
Dormir bem é crucial para a regeneração celular, assim como a produção de hormônios, além disso, ajuda no controle de estresse e até mesmo controle de peso. Na verdade, privação de sono pode ter os mesmos efeitos negativos sobre a saúde e hormônios, por exemplo.
Isso porque, dormir pouco aumenta os hormônios do estresse no corpo, incluindo o cortisol. E isso muda os níveis de hormônios que controlam seu peso e apetite, incluindo insulina e a grelina (5).
O cisto no ovário não causa infertilidade, mas a mulher pode ter dificuldade em engravidar devido às alterações hormonais que causam o surgimento do cisto.
No entanto, com o tratamento adequado e acompanhamento médico, o cisto no ovário tende a diminuir ou desaparecer, fazendo com que a mulher retorne ao seu ritmo hormonal normal, facilitando a fertilização.
Também é importante deixar claro que quando a mulher com cisto no ovário consegue engravidar, é preciso fazer consultas regulares ao obstetra, pois existe um risco maior de complicações, como gravidez ectópica, por exemplo.
O cisto no ovário normalmente se resolve sozinho. No entanto, caso apareçam sintomas, é importante procurar orientação médica.
É importante também manter uma alimentação de verdade e rica em nutrientes, assim como possuir uma rotina saudável.
Abraços e fique com Deus!
Dr. Juliano Pimentel.
]]>A cólica menstrual é um desconforto comum entre as mulheres no período da menstruação. No entanto, o desconforto exacerbado não é tão natural e muitas mulheres precisam de ajuda médica para amenizar os sintomas. Esse desconforto maior é o que chamamos de dismenorreia secundária.
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Dismenorreia é na verdade o termo médico para cólicas menstruais, causadas por contrações uterinas. Ou seja, dismenorreia e cólica referem-se a mesma condição.
No entanto, existem duas classificações para a dismenorreia. A dismenorreia primária refere-se a cólicas menstruais comuns, enquanto a dismenorreia secundária é resultado de um distúrbio nos órgãos reprodutivos.
Vale lembrar que ambos os tipos podem ser tratados.
As cólicas menstruais são causadas por contrações no útero, que é um músculo, por uma substância química chamada prostaglandina.
O útero, é onde o bebê cresce, e durante o ciclo menstrual da mulher o útero contrai mais fortemente.
Quando o útero se contrai com muita força, ele pode pressionar contra os vasos sanguíneos próximos, cortando o suprimento de oxigênio ao tecido muscular do útero. A dor acontece quando parte do músculo perde brevemente seu suprimento de oxigênio.
A dismenorreia primária são cólicas menstruais comuns que são recorrentes, ou seja, vão e voltam, além disso, não são causadas por outras doenças.
A dor geralmente começa 1 ou 2 dias antes, ou quando o sangramento menstrual começa, e é sentida na parte inferior do abdômen, nas costas ou nas coxas.
Além disso, a dor pode variar de leve a severa, normalmente dura de 12 a 72 horas e pode ser acompanhada de náusea e vômito, fadiga e até diarreia.
As cólicas menstruais comuns geralmente se tornam menos dolorosas à medida que a mulher envelhece e podem parar completamente se a mulher tiver um bebê, por exemplo.
Já a dismenorreia secundária é uma dor causada por um distúrbio nos órgãos reprodutivos da mulher, como endometriose, adenomiose, miomas uterinos ou infecção, por exemplo.
A dor, no entanto, começa mais cedo no ciclo menstrual e dura mais do que as cólicas menstruais comuns. Além disso, a dor geralmente não é acompanhada de náusea, vômito, fadiga ou diarreia.
Se você tiver cólicas menstruais leves, você pode fazer uso de analgésico, para melhor alívio, você deve tomar esses medicamentos assim que o sangramento ou a cólica começar (1, 2).
Além disso, o calor também pode ajudar. Coloque uma bolsa de aquecimento ou uma garrafa de água quente na região lombar ou na barriga. Tomar um banho quente também pode proporcionar algum alívio.

Compressa de água quente ajuda a aliviar dismenorreia primária
Usar óleos essenciais também pode aliviar. Para o período Pré menstrual você pode fazer Faça compressas com óleo essencial de Lavanda.
E durante o período menstrual massageie o abdômen com óleo vegetal de semente de uva, além do óleo essencial de lavanda.
Por fim, você também deve:
A dismenorreia secundária pode ser causada por várias condições. O ideal é que seja feita a identificação da causa da dismenorreia e assim buscar tratamento..
Sendo assim, o tratamento para a dismenorreia secundária vai depender da causa.
Siga as recomendações e principalmente mantenha uma boa alimentação durante o período menstrual.
Abraços e fique com Deus!
Dr. Juliano Pimentel.
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Há uma série de efeitos colaterais graves ligados aos anticoncepcionais, tanto mentais como físicos. Pesquisas mostram que os efeitos incluem: ganho de peso, aumento do risco de câncer de mama e câncer cervical, entre outros.
Agora há pesquisas que demonstram também a relação entre as pílulas e a depressão. Eu falo mais sobre esses estudos durante o artigo.
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Os contraceptivos orais podem conter estrogênio e progestina, progesterona sintética ou apenas progestina.
Colocar esses hormônios em seu corpo altera artificialmente os níveis naturais de estrogênio e progesterona do corpo, afetando o equilíbrio natural do seu organismo.
Com os níveis desses hormônios alterados, o sistema de resposta do cérebro é consequentemente modificado, levando à efeitos colaterais psicológicos.
Por isso, esse controle de natalidade e a depressão têm sido associados há algum tempo.
Algumas mulheres sofrem com a falta de libido (desejo sexual), falta de apetite, desamparo e desinteresse em geral, enquanto estão sobre os efeitos da pílula.
Um estudo feito recentemente e publicado pela Universidade de Copenhague, é um passo dado para provar os efeitos nocivos das pílulas anticoncepcionais, e determinar se as pílulas anticoncepcionais causam depressão (1).
O estudo citado acima analisou 1,061,997 mulheres na Dinamarca, com idades entre 15 e 34, que não tinham nenhum diagnóstico prévio de depressão ou quaisquer outros problemas psiquiátricos importantes.
Para determinar se as mulheres no estudo foram afetadas pela medicação de controle de natalidade após iniciá-lo, os pesquisadores monitoraram novas prescrições de antidepressivos ou diagnósticos de depressão.
No final, o número de mulheres que usaram anticoncepcional e desenvolveram depressão, foi comparado ao número de mulheres que desenvolveram a doença, mas que não estavam usando esse controle de natalidade.
Os resultados do estudo mostraram que as participantes que utilizavam esses métodos, eram mais propensas a ter depressão e a tomar antidepressivos.
E isso se mostrou ainda mais significativo na faixa etária dos 15 aos 19 anos, em que o uso de pílulas que combinam hormônios ou que contêm apenas progesterona aumentou em 1,8 e 2,2, respectivamente, a probabilidade de as meninas começarem a ingerir remédio para combater a depressão.
No caso das garotas adeptas a métodos não orais, como os adesivos, esse risco foi três vezes maior.
Além da relação com a depressão, também é interessante notar que 10% das mulheres pararam de usar anticoncepcionais ainda no primeiro ano.
Entre as causas da desistência eram os efeitos indesejáveis ocasionados pela pílula.
Pílulas Anticoncepcionais: Podem causar enxaqueca. Imagem: (Divulgação)
Pílulas anticoncepcionais promovem níveis de estrogênio continuamente elevados no corpo da mulher, algo que não é nem natural nem seguro.
O ciclo natural de uma mulher é composto por níveis crescentes e decrescentes de estrogênio e progesterona.
Elas funcionam mantendo o estrogênio a um nível suficientemente alto que enganam o corpo para ele pensar que está em gestação, portanto outra gravidez não pode ocorrer.
Os efeitos dos níveis de estrogênio continuamente elevados no corpo podem incluir:
A maioria das pessoas não sabe que, para que o corpo metabolize a pílula, o fígado requer quantidades extras de vitaminas do complexo B, vitamina C, magnésio e zinco.
Isso significa que, se uma mulher tem tomado anticoncepcional por anos, ela acaba criando uma deficiência de nutrientes em seu corpo.
Ele também pode diminuir a libido feminina.
Pílulas Anticoncepcionais: Preservativos previnem Doenças Sexualmente Transmissíveis. Imagem: (Divulgação)
Existem outras alternativas de controle de natalidade para eliminar qualquer preocupação.
Veja quais são:
>> Preservativos masculinos: A sua taxa de eficácia é de 98%, o que fazem dele quase tão eficazes quanto a pílula, e ainda previne contra as DSTs.
>> Preservativos Femininos: Embora estes não sejam tão familiares para a maioria das pessoas, eles são 95% eficazes e são menos propensos a rasgar do que os preservativos masculinos. É constituída por uma pequena bolsa que se encaixa dentro da vagina antes do sexo. Ela também previne as DSTs.
>> Diafragmas: Estes devem ser ajustados por um médico e são 92-98% eficazes na prevenção da gravidez. Eles são finos, feitos de borracha macia montada em um anel que são inseridos na parte superior da vagina para cobrir o colo do útero e agir como uma barreira para o esperma. Não previne contra DSTs.
>> Método do calendário: Consiste na abstenção de sexo durante a semana que a mulher está ovulando. Esta técnica funciona melhor quando o ciclo menstrual dela é muito regular. Não previne contra DSTs.
Há ainda outros métodos contraceptivos que as mulheres podem usar.
Entre eles está o DIU, um dispositivo intrauterino que é conhecido por ser um dos mais eficientes contra uma gravidez não planejada.
Este dispositivo em formato de “T” é inserido pelo ginecologista no útero da mulher e, ao contrário de alguns outros métodos, não necessita de manutenção diária.
No caso do DIU de cobre, a mulher pode trocá-lo após dez anos de uso e isso não afeta em nada a fertilidade e nem o uso de outros medicamentos durante este período.
Algumas mulheres se preocupam com a aparência deste método, mas o DIU é apenas um plástico flexível com revestimentos ou fios de cobre que previne a gravidez por um longo período, sem que interfira nos hábitos sexuais.
O DIU age basicamente afetando os espermatozoides, matando-o ou diminuindo sua movimentação.
Além disso, ele pode alterar o muco cervical, a cavidade uterina e a movimentação das trompas, afinando também o endométrio, o que impede a fixação do óvulo.
Diferente do que se fala por falta de informação, este método não causa infertilidade e não é abortivo.
Só tenha em mente que o DIU é contraceptivo, e não serve para casos de cólica ou endometriose.
Com base em tudo o que foi dito aqui, você pode entender um pouco mais sobre os malefícios da pílula anticoncepcional.
Mas ainda são necessárias novas pesquisas para confirmar se elas realmente causam depressão, ou o risco de depressão e outros efeitos colaterais graves.
De qualquer forma, ao tomar a pílula anticoncepcional você está ingerindo uma bomba hormonal. Existem outros métodos contraceptivos que podem ser avaliados por você e pelo médico.
Por isso, antes de tomar uma decisão converse com o seu ginecologista e cuide-se, não somente contra a gravidez indesejada, mas também contra as doenças sexualmente transmissíveis.
Abraços e fique com Deus!
Dr. Juliano Pimentel.
]]>Nesse artigo explicarei o que são a progesterona e o estrogênio, e como estão relacionados à saúde da mulher.
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Progesterona e como atua no organismo. Imagem: (Divulgação)
A progesterona é um hormônio sexual feminino, produzido principalmente nos ovários após a ovulação a cada mês. É uma parte crucial do ciclo menstrual e manutenção da gravidez.
Ela ajuda a regular o ciclo, mas o principal trabalho é preparar o útero para a gravidez. Após ovular, a progesterona ajuda a engrossar o revestimento do útero em preparação para um ovo fertilizado.
Se não houver ovo fertilizado, os níveis de progesterona caem novamente e a menstruação recomeça. Se um óvulo fertilizado se implanta na parede uterina, a progesterona ajuda a manter o revestimento uterino durante a gravidez.
A progesterona é necessária para o desenvolvimento mamário e para a amamentação também. Ela é especialmente importante em seus anos de idade fértil. Se você não tem suficiente progesterona, você pode ter problemas para engravidar.
Cada mês, após um dos seus ovários liberar um ovo, os níveis de progesterona aumentam.
– Dores de cabeça ou enxaquecas
– Mudanças de humor, incluindo ansiedade ou depressão
– Baixa mobilidade sexual
– Irregularidade no seu ciclo menstrual
Para mulheres que não estão grávidas, baixa progesterona pode causar sangramento uterino anormal. Períodos irregulares ou ausentes podem indicar ovários que funcionam mal e baixa progesterona.
Durante a gravidez, se seus níveis de progesterona são muito baixos, o útero pode não ser capaz de segurar o bebê até o final de sua formação, podendo causar o aborto espontâneo.
Durante a gravidez, os sintomas de baixa progesterona incluem manchas e dores abdominais. Outros sintomas podem incluir:
– Sensibilidade excessiva e prolongada nos seios
– Fadiga excessiva
– Baixo nível de açúcar no sangue
– Secura vaginal
Baixa progesterona pode indicar toxemia ou gravidez ectópica. Isso às vezes pode resultar em aborto espontâneo.
Sem progesterona para complementar, o estrogênio pode se tornar o hormônio dominante. Isso pode levar a uma variedade de sintomas, incluindo:
– Ganho de peso
– Queda na libido sexual, mudanças de humor e depressão
– TMP, ciclo menstrual irregular, sangramento intenso
– Seios fibroquísticos
– Fibroides, endometriose
– Problemas da vesícula
– Disfunção tireoidiana
O estrogênio é um hormônio. Embora presente no corpo em pequenas quantidades, os hormônios possuem grandes papéis na manutenção da saúde. O estrogênio é associado ao corpo feminino.
Os homens também produzem estrogênio, mas as mulheres o produzem em níveis mais elevados.
O hormônio estrogênio nas mulheres:
– É responsável pelo desenvolvimento sexual das meninas quando atingem a puberdade
– Controla o crescimento do revestimento uterino, durante o ciclo menstrual e no início de uma gravidez
– Provoca mudanças de mama em adolescentes e mulheres grávidas
– Está envolvido no metabolismo do osso e colesterol
– Regula a ingestão de alimentos, peso corporal, metabolismo da glicose e sensibilidade à insulina
As meninas que não alcançaram a puberdade e as mulheres que se aproximam da menopausa, podem sofrer mais com uma baixa no estrogênio. Ainda assim, as mulheres de todas as idades podem desenvolver baixo teor de estrogênio.
Os sintomas comuns incluem:
– Dores durante as relações sexuais, devido à falta de lubrificação vaginal
– Um aumento das infecções do trato urinário devido a um desbaste da uretra
– Períodos menstruais irregulares ou ausentes
– Mudanças de humor
– Dores de cabeça ou acentuação de enxaquecas pré-existentes
– Depressão
– Dificuldade em concentrar
– Fadiga
Outro sintoma inclui ossos fracos; e isso pode ser devido a uma diminuição da densidade óssea.
O estrogênio funciona em conjunto com cálcio, vitamina D e outros minerais para manter os ossos fortes. Se os níveis de estrogênio são baixos, você pode sofrer uma diminuição da densidade óssea.
Se não for tratada, o baixo estrogênio pode levar à infertilidade nas mulheres.
Progesterona e estrogênio são necessários para preparar o útero para a menstruação, e sua liberação é desencadeada pelo hipotálamo.
Uma vez que você atinge a puberdade, os ovários liberam um único ovo por mês (os ovários normalmente alternam a liberação de um ovo) – isso é chamado de ovulação.
O hipotálamo envia um sinal para a glândula pituitária para libertar substâncias gonadotróficas (hormônio folículo estimulante e hormônio luteinizante).
Esses hormônios são essenciais para a função reprodutiva normal, incluindo a regulação do ciclo menstrual.
À medida que o ovo migra pela trompa de Falópio, a progesterona é liberada. É secretada por uma glândula temporária formada no ovário após a ovulação chamada corpo lúteo. A progesterona prepara o corpo para a gravidez, fazendo com que o revestimento uterino
engrosse.
Se uma mulher não está grávida, o corpo lúteo desaparece. Se uma mulher está grávida, a gravidez irá desencadear altos níveis de estrogênio e progesterona, o que evita que outros ovos amadureçam.
A progesterona é secretada para prevenir contrações uterinas que podem perturbar o embrião em crescimento.
O hormônio também prepara os seios para a lactação. Aumento dos níveis de estrogênio perto do final da gravidez alerta a glândula pituitária para liberar oxitocina, que causa contrações uterinas.
Antes da entrega, os ovários liberam relaxina, o que, como o nome sugere, afrouxou os ligamentos pélvicos em preparação para o trabalho de parto.
Mais hormônios são liberados durante a gravidez do que em qualquer outro momento da vida de uma mulher, mas durante a menopausa – que marca o fim da fertilidade – os níveis de estrogênio caem rápido. Isso pode levar a uma série de complicações.
Por isso, existe a importância em realizar visitas regulares ao médico, tanto antes da menopausa como durante.
Dê atenção aos níveis desses hormônios no seu organismo, e cuide-se.
Abraços e fique com Deus!
Dr. Juliano Pimentel.