Esse tipo de câncer geralmente cresce devagar, por isso, muitas pessoas demoram para perceber o seu desenvolvimento. As células cancerígenas podem permanecer na cobertura cervical por até 10 anos. É comum casos aonde o câncer se alastra pelos tecidos próximos e invade o útero, vagina, bexiga e reto.
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Câncer do Colo do Útero: Causas, Sintomas. Imagem: (Divulgação)
O câncer do colo do útero é causado, na maioria das vezes, por uma infecção por meio do Papiloma Vírus Humano (HPV). O HPV danifica as células que alinham o colo do útero. Às vezes, o problema acontece nos genes das células e isso dá origem ao câncer do colo do útero.
O HPV é mais comum do que muitas mulheres imaginam. Esse mal atinge as mulheres sexualmente ativas. No entanto, somente um pequeno número de mulheres que tem o HPV desenvolvem câncer de colo de útero.
Fumar é um dos fatores que elevam as chances de ter câncer do colo do útero. Quem tem o vírus da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (HIV) também está no grupo de pessoas que podem desenvolver HPV (1,2,3).
Nos estágios iniciais do câncer do colo do útero você poderá ter os seguintes sintomas:
Esses sintomas não são essencialmente um sinal de câncer do colo do útero, mas pode ser um indicativo. Se identificar algum desses sintomas procure um ginecologista e faça todos os exames.
Os sintomas de câncer do colo de útero mais avançado são:
O diagnóstico do câncer do colo do útero pode ser por meio de um exame pélvico. O exame clínico funciona como uma inspeção uterina e na vagina.
Por isso, ao menos uma vez ao ano, procure o seu médico (ou médica) e faça o exame de papanicolau. Durante esse teste o médico responsável coleta células da superfície e do canal do colo do útero.
Esse material é enviado para um laboratório e testes serão feitos. Se nesse exame você tiver a detecção de células cancerígenas ou com outra anomalia, o ginecologista pedirá mais exames, como por exemplo:
O DNA vai identificar o tipo de HPV apontando se existe a possibilidade de desenvolver esse câncer. Se você estiver no grupo de risco, o médico fará exames regulares para saber se está tudo bem.
Somente assim, se algo for identificado, o tratamento começará prematuramente.
O câncer do colo do útero aumenta gradualmente.
O problema é que muitas mulheres não vão ao ginecologista regularmente, e quando descobrem o problema é tarde demais para a cura. Esse tipo de câncer pode atingir qualquer mulher sexualmente ativa, independente da idade.
Por isso, ao iniciar a sua vida sexual, periodicamente vá ao médico e faça todos os exames preventivos. Enquanto o câncer de colo não for tratado o seu quadro continuará evoluindo.
Como na maioria dos casos ele é causado pelo HPV; a prevenção do HPV inibe as consideravelmente as chances do desenvolvimento desse câncer. Por isso, foram criadas duas vacinas disponíveis contra o
HPV.
A recomendação é que todas as meninas com idade entre 9 e 15 anos recebam a vacina contra o HPV.
Mulheres com idade entre 15 e 26 anos podem receber a vacina gratuitamente. Nesse último caso o Ministério da Saúde libera a vacinação gratuita em duas doses.
Mesmo quem tomou a vacina deve fazer exames ginecológicos regulares (uma vez ao ano). Com isso, a detecção não só do câncer, como também de outras doenças, podem ser feitas precocemente.
Para prevenir o câncer, também dê atenção à sua alimentação. Priorize alimentos de verdade, clique AQUI para saber quais são os alimentos que indico para ter uma boa saúde.
O tratamento depende muito do estágio da doença. Quanto mais alastrado estiver, mais complexo o tratamento.
Se a mulher não estiver grávida, mas deseja ter filhos e se for detectada a doença no início dos estágios, é possível fazer procedimentos como:
Depois de dois anos de qualquer um desses procedimentos, o médico indicará uma bateria de exames para verificar possíveis anomalias no colo do útero.
Caso a mulher não queira engravidar; em alguns casos a histerectomia total é indicada. Nesse processo o útero é removido.
Nos casos de câncer em estágio 2 em diante a remoção do útero é recomendada, além de quimioterapia e/ou radioterapia.
Consulte um médico para saber qual o melhor tratamento para a sua situação. E busque orientação emocional e apoio entre os amigos e familiares, para que esse momento seja enfrentado da melhor forma possível.
E saiba que você tem o apoio de toda a Família do Bem.
Abraços e fique com Deus!
Dr. Juliano Pimentel
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