Entenda que a dieta e o jejum intermitente são diferentes. No jejum intermitente você restringe as calorias por um tempo limitado e curto, voltando a comer normalmente após isso; os alimentos indicados para o consumo são ricos em nutrientes e saudáveis.
Pesquisas mostram que o jejum intermitente pode até mesmo acelerar o seu metabolismo. Já a dieta que restringe calorias por um período maior de tempo, semanas ou meses.
Este artigo mostra se as dietas que restringem calorias pode beneficiar ou não a sua saúde.
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Será que dietas que restringem calorias podem ser prejudiciais?
Uma caloria é definida como a quantidade de energia térmica necessária, para elevar a temperatura de 1 grama de água por 1°C .
No entanto, é mais provável que você pense em calorias como a unidade de medida para a quantidade de energia que seu corpo recebe dos alimentos e bebidas que consome.
Seu corpo precisa de calorias para funcionar, e usa-as para sustentar três processos principais (1):
>> Taxa metabólica basal (BMR): Refere-se ao número de calorias necessárias para cobrir as funções básicas, incluindo o bom funcionamento do cérebro, rins, coração, pulmões e sistema nervoso.
>> Digestão: O corpo usa um certo número de calorias para digerir e metabolizar os alimentos que você come. Isso também é conhecido como o efeito térmico dos alimentos (TEF).
>> Atividade física: Refere-se ao número de calorias necessárias para alimentar a execução de tarefas diárias e exercícios.
Mas comer mais calorias que o corpo precisa para manter o bom funcionamento, fará você ganhar peso, principalmente na forma de gordura corporal.
Comer menos calorias que o corpo requer, leva à perda de peso (2).
Este conceito de equilíbrio calórico é o que faz com que tantas pessoas busquem perder peso por restringir a ingestão de calorias (5).
No entanto, restringir calorias demais pode prejudicar a saúde.
Pode ocorrer a queda no metabolismo.
Vários estudos mostram que dietas de baixa caloria, podem diminuir o número de calorias que o corpo queima em até 23% (8).
Além disso, este metabolismo mais baixo pode persistir muito tempo depois que a dieta com restrição calórica é interrompida.
Pesquisadores afirma que a queda do metabolismo pode explicar parcialmente porque mais de 80% das pessoas, recuperam o peso logo após interromper a dieta com restrição calórica (10).
Elas causam a perda muscular (11).
Esse problema pode ser potencializado em dietas baixas em proteínas, e que não incluem exercícios físicos.
Aumentar ligeiramente a ingestão de proteína, e adicionar exercícios de resistência à sua rotina de exercícios é essencial para evitar a perda de massa muscular (14).
Pode causar fadiga e tornar mais desafiador atender às necessidades diárias de nutrientes que o corpo precisa.
Por exemplo, dietas com restrição calórica podem não fornecer quantidades suficientes de ferro, folato ou vitamina B12. Isso pode levar à anemia e fadiga extrema (16, 17).
Essa dietas também podem limitar o consumo de outros nutrientes, incluindo:
>> Proteína: Não comer alimentos ricos em proteínas como carne, peixe, ovos, nozes e sementes pode causar perda de músculos, queda de cabelo e unhas frágeis (25).
>> Cálcio: Não comer alimentos ricos em cálcio, como lácteos e folhas verdes pode reduzir a resistência óssea e aumentar o risco de fraturas (26).
>> Biotina e tiamina: Uma baixa ingestão de leguminosas, ovos e nozes pode limitar a ingestão dessas duas vitaminas B, resultando potencialmente em fraqueza muscular, perda de cabelo e pele escamosa (27).
>> Vitamina A: A vitamina A presente em alimentos como peixe, verduras folhosas ou frutas e vegetais cor de laranja, evitam o enfraquecimento do sistema imunológico, danos permanentes aos olhos (29).
>> Magnésio: Uma ingestão insuficiente de nozes e folhas verdes pode causar fadiga, enxaquecas, cãibras musculares e ritmos anormais do coração (30).
Para evitar a fadiga e deficiências de nutrientes, evite restringir excessivamente as calorias e coma uma variedade de alimentos de verdade, e não alimentos processados.
Outro malefício inclui danos à fertilidade. A capacidade de ovular depende dos níveis hormonais e eles precisam de nutrientes para manter o funcionamento hormonal.
É necessário um aumento nos níveis de estrogênio e de hormônio luteinizante (LH), para que a ovulação ocorra.
Uma pesquisa mostrou que os níveis de LH, dependem em parte do número de calorias disponíveis na dieta da mulher (31, 32).
Consequentemente, estudos mostram que a função reprodutiva é suprimida em mulheres que comem 22-42% menos calorias do que são necessárias para manter o peso (33).
Uma ingestão insuficiente de calorias também pode reduzir os níveis de estrogênio, afetando negativamente a saúde óssea e cardíaca (34).
Sinais de fertilidade reduzida podem incluir ciclos menstruais irregulares ou a falta deles.
No entanto, distúrbios menstruais sutis podem não ter quaisquer sintomas, por isso eles podem exigir um exame médico mais aprofundado para ser diagnosticado (37).
Consumir poucas calorias pode enfraquecer os ossos. A restrição calórica pode reduzir os níveis de estrogênio e testosterona.
Níveis baixos destes dois hormônios reprodutivos, reduzem a formação óssea e aumentam a avaria dos ossos, resultando em ossos mais fracos (40).
Além disso, a restrição calórica pode aumentar os níveis de hormônio do estresse, que pode levar à perda óssea (44).
A perda óssea muitas vezes é irreversível e aumenta o risco de fraturas (45).
As dietas que restringem calorias, também podem aumentar o risco de infecções e doenças.
A necessidade de calorias varia de pessoa para pessoa, e dependem de fatores como idade, sexo, altura, peso atual e nível de atividade física.
O consumo correto de nutrientes e calorias ajudam a prevenir doenças, e manter o bom funcionamento do organismo.
Por isso, procure orientação médica antes de iniciar qualquer mudança na alimentação.
Quando se trata da perda de peso a longo prazo, a paciência é a chave. É melhor evitar as dietas que exigem que você restrinja severamente suas calorias.
Em vez disso, opte pela reeducação alimentar e na qualidade dos alimentos. Escolha ser mais saudável e feliz hoje, e mude o seu amanhã.
Lembrando a que a dieta low carb, tende a incluir alimentos saudáveis e nutritivos às refeições.
Abraços e fique com Deus!
Dr. Juliano Pimentel.
]]>Mas não deixe essa dúvida virar um motivo para se desanimar, as atividades físicas são essenciais para quem deseja perder peso ou manter o peso ideal.
Descubra agora, qual desses métodos emagrece mais.
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Muitas pessoas defendem que se você quiser perder gordura precisa fazer exercícios de cardio, e que para quem deseja construir músculos precisa ser adepto (a) somente à musculação.
Mas isso condiz com a realidade?
Isso não é tão simples quanto você imagina, tudo vai depender da sua proporção de gordura corporal armazenada, regularidade e intensidade nos exercícios, hábitos alimentares, além de outros fatores.
Você pode usar a musculação para perder gordura, e dependendo de alguns fatores pode ser mais efetivo que o uso de exercícios de cardio.
Porém, os exercícios aeróbicos possuem mais praticidade e menos riscos ao praticar o HIIT (Treino Intervalado de Alta Intensidade).
Mas antes de iniciar qualquer tipo de atividade física, lembre-se:
O exercício aeróbico traz muitas opções variadas de exercícios para emagrecer. Eles usam a gordura corporal armazenada como fonte primário de combustível.
Eles envolvem qualquer exercício repetitivo, longo e que trabalhe regularmente os músculos, incluindo os do coração e pulmão.
Impulsionam esses órgãos a usarem o oxigênio, como fonte de combustível para sustentar o corpo durante as atividades físicas (1,2).
Essas atividades físicas são geralmente executadas com intensidade moderada, porém, os exercícios aeróbicos de alta intensidade apontam efetividade em queimar gordura.
O exercício aeróbico ajuda a perder gordura, mas também pode fazer você perder massa magra.
Veja algumas dicas saudáveis:
O treinamento de força ou musculação, ajuda a acelerar o metabolismo por até 38 horas no pós-treino. Se você pratica regularmente os treinos de musculação, pode ajudar o seu corpo a intensificar a queima de gordura (2).
Ele ajuda a tonificar os músculos, evitar a perda de massa magra e na construção de massa magra.
Ao ajudar na construção de massa magra, a musculação ajuda também a queimar mais gordura. Esse tipo de treino aumenta a taxa metabólica basal.
A taxa metabólica basal (TMB) é a quantidade de calorias que o seu organismo precisa para funcionar adequadamente, sem interrupção enquanto o corpo está em repouso.
Ela se baseia em grande parte nas calorias que o corpo gasta para manter a funções básicas vitais como a respiração, ou o bombeamento de sangue; enquanto o organismo trabalha ele queima calorias.
E nisso entra a importância da massa muscular, quanto maior a quantidade de massa muscular o indivíduo possui, maior será a sua taxa metabólica basal e mais calorias serão queimadas com o corpo em repouso.
Isso acontece devido aos músculos sempre “estarem com fome”, nisso, eles “exigem” mais energia para se manter; esse processo acelera a queima de calorias e aumenta a taxa metabólica basal (3).
É importante não exagerar nos treinos de musculação para evitar lesões.
Mas você pode se questionar: se as duas práticas físicas queimam gordura e ajudam a trabalhar os músculos, qual delas emagrece mais?
A resposta é simples, use os dois métodos à seu favor de acordo com a recomendação do seu instrutor ou personal trainer.
Cada pessoa possui um metabolismo diferente, estrutura física, histórico médico, regularidade das atividades físicas, intensidade dos treinos, alimentação e limitações diferenciadas.
E todas essas variáveis vão influenciar no seu emagrecimento e em qual das modalidades você vai perder mais peso.
O ideal é que você possa alternar entre os treinos de musculação e exercícios aeróbicos, com a supervisão de um instrutor.
Você ainda pode optar por incluir alguma modalidade de dança, que também vai beneficiar a perda de peso e o bem-estar.
E lembre-se: a alimentação antes e no pós-treino precisa ser saudável e livre do excesso de carboidrato, sódio, açúcar refinado, conservantes, entre outros produtos prejudiciais.
Abraços e fique com Deus!
Dr. Juliano Pimentel
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