Esse transtorno afeta principalmente mulheres, mas o tratamento e a cura são alcançáveis.
Leia com atenção até o final!

Choro, raiva e depressão são algumas consequências da compulsão alimentar.
A compulsão alimentar é como um ciclo de fome fora de controle. O pior é que a maioria das vezes essa vontade é de comer alimentos industrializados e processados (não-saudáveis), seguido por sentimentos de intensa vergonha e culpa, muitas vezes seguido por raiva.
Para muitas pessoas com transtorno de compulsão alimentar, comer de forma regrada e equilibrada é muito difícil. Porém os pensamentos sobre alimentos e peso corporal são quase constantes.
Sendo assim, uma das consequência do transtorno são dietas intensas e restrição de calorias. Porém, isso dura por pouco tempo, e então o ciclo se repete.
A pessoa vive se perguntando: eu como demais? Preciso fazer dieta? Quando devo comer novamente? O que devo comer em seguida? Por que não consigo parar de comer? Por que estou tão fora de controle em relação aos alimentos?
É comum, por exemplo, que pessoas com todos os tipos de transtornos alimentares se envolvam em comportamentos como comer demais, fazer dieta, exagerar nos exercícios físicos, tomar laxantes ou pílulas dietéticas de tempos em tempos. Além de apresentar sintomas de depressão e ansiedade.
Na verdade, dieta, obsessão em relação ao peso, visualização de certos alimentos como proibidos são todos comportamentos que aumentam as chances em desenvolver compulsão alimentar.
Como outros transtornos alimentares, a causa para o Transtorno Alimentar Compulsivo, não é inteiramente compreendido. É causado por uma combinação de fatores genéticos, biológicos, ambientais e de estilo de vida, por exemplo.
Confira alguns fatores desempenham um papel na formação da doença (1):
Os genes desempenham um papel importante nos transtornos alimentares. Afinal, a genética é uma das responsáveis por algumas pessoas terem mais dificuldades de controlar o excesso de comida ao longo de suas vidas.
Mas, os genes sozinhos não são responsáveis pelo excesso de peso ou compulsão alimentar.
A genética só influencia em combinação com problemas físicos e emocionais. Ou seja, um conjunto de motivos é o que leva o indivíduo à pensamentos destrutivos e decisões sobre alimentos que definem o transtorno.
A incidência de depressão e ansiedade, é muito alta entre as pessoas com compulsão alimentar.
Afinal, é como um ciclo vicioso: a compulsão alimentar contribui para causar a ansiedade, e então a ansiedade faz com que seja mais difícil você se livrar do transtorno.
Aliás, ansiedade, depressão, abuso de álcool e drogas contribuem para padrões negativos de pensamentos que levam desencadeiam a baixa autoestima.
Além disso, os sentimentos de culpa, vergonha e desesperança é o que mantém alguém preso em um transtorno alimentar.
Muitas pessoas com Transtorno Alimentar Compulsivo, se sentem pressionadas para perder peso e entrar dentro do “padrão de beleza”.
Sentir frustração e discriminação devido ao peso, obesidade infantil, bullying e alterações significativas de peso, por exemplo, são todos fatores de risco para o TCAP.
Aproximadamente um em cada cinco adultos obesos luta contra o Transtorno Alimentar Compulsivo.
A maioria dos indivíduos obesos estão plenamente conscientes do seu problema e tentam perder peso e controlar a sua alimentação através de dietas.
Porem essas dietas são muitas vezes restritivas, o que causa um sentimento ainda maior de fome e frustração.
É uma incidência comum em pessoas com transtornos alimentares, incluindo compulsão alimentar, ter experimentado infâncias difíceis.
Muitas delas relatam que a comida se tornou um conforto na juventude, um hábito difícil de quebrar na idade adulta.
Pare um momento para refletir, você se encaixa em uma ou mais destas causas de transtornos alimentares? A comida se tornou um refúgio para os problemas e ansiedades? Quando foi que você perdeu o controle em relação a sua alimentação?
Atualmente, os critérios oficiais para o diagnóstico do Transtorno Alimentar Compulsivo incluem (9):

Além desses três sinais, outros sintomas devem estar presentes para que o TCAP seja diagnosticado (10):
Comer mais rapidamente do que o comum, comer até sentir desconforto e estufamento constantemente, comer grandes quantidades de alimentos sem estar com fome, comer sozinho por estar envergonhado da quantidade de comida ingerida.
Além disso, se sentir deprimido, ansioso ou muito culpado depois de comer demais, guardar alimentos para consumir em segredo, experimentar sentimentos de estresse ou ansiedade que só podem ser aliviados comendo.
Por fim, outros sintomas são o sentimentos de dormência enquanto come compulsivamente e a sensação de não se sentir saciado mesmo após comer.
Além dos comportamentos descritos acima, muitas pessoas com Transtorno Alimentar Compulsivo experimentam sintomas físicos, emocionais e sociais relacionados à sua alimentação, incluindo (11):
Por isso, preste atenção aos sinais e sintomas.
![Large group of happy people standing embraced and looking at the camera. [url=http://www.istockphoto.com/search/lightbox/9786738][img]http://dl.dropbox.com/u/40117171/group.jpg[/img][/url]](https://bkp.rjulianopimentel.com.br/wp-content/uploads/2016/12/Compulsao-Alimentar-Dr-Juliano-Pimentel-3-e1481224547130.jpg)
Transtorno Alimentar Compulsivo: Busque Ajuda de Pessoas de Confiança Imagem: (Divulgação)
Várias formas de terapias profissionais são úteis para ajudar as pessoas que lutam contra a compulsão alimentar.
Estes incluem terapia em família e terapia cognitivo-comportamental (TCC).
De maneira geral, a terapia é eficaz quando feita em três fases (2):
Tanto a dieta quanto a vontade obsessiva de perder peso são fatores de risco para a compulsão alimentar. Sendo assim, o ideal é mudar a abordagem para gerenciar seu peso.
Comer alimentos saudáveis e fazer exercícios é fundamental para manter o peso saudável. Porém, colocar todo o seu foco na perda de peso e contar obsessivamente as calorias pode aumentar a sua ansiedade em relação aos alimentos.
Por isso, o pensamento não é sobre dieta, e sim reeducação alimentar.
Comer por razões emocionais, em certas ocasiões, pode acontecer, porém, não pode se tornar um hábitos. Além do mais a comida não pode ser uma válvula de escape do mundo e fonte de conforto.
Ou seja, o ideal é que você desenvolva uma forma de comer intuitiva para reconhecer quando a sua fome é física ou emocional (3).
O Transtorno Alimentar Compulsivo é um comportamento compulsivo ligado à incapacidade de lidar com sentimentos difíceis, situações difíceis e pensamentos difíceis.
O estresse, por exemplo, usa a comida como um consolo. Por isso, é muito importante aprender a gerenciar situações estressantes ou emoções difíceis sem recorrer a alimentos.
Pode ser difícil, mas é essencial para a recuperação de qualquer transtorno alimentar, incluindo compulsão alimentar.
Nesse contexto, uma das melhores coisas que você pode fazer é encontrar outras atividades para aliviar o estresse durante os momentos difíceis sem recorrer à comida.
A verdade é que, diferentes coisas funcionam para diferentes pessoas.
No entanto, algumas técnicas para reduzir o estresse incluem a prática de exercício regular, meditação e ioga.
Além disso, ouvir música, passar tempo com outras pessoas, ler e escrever, estar ao ar livre na natureza e manter hobbies divertidos também pode ser útil.
Meditação, respiração profunda e yoga podem ser muito úteis no tratamento do TCAP. Afinal, são ferramentas usadas para relaxar e refletir sobre sentimentos difíceis.
Além disso, essas práticas te ajudam a se sentir mais feliz e grato, por fim, melhora a qualidade do sono.
Tanto a meditação, como a oração e ioga praticadas de seis a oito semanas podem reduzir a compulsão alimentar.
Isso porque essas práticas melhoram a autoestima e aspectos da saúde relacionados à obesidade, incluindo a pressão arterial, níveis de colesterol, açúcar no sangue e cortisol, por exemplo (4).
A meditação reduz a atividade no sistema nervoso simpático, responsável pela resposta de luta ou fuga e ansiedade. Além disso, aumenta a atividade no sistema nervoso parassimpático, responsável pelo controle emocional, sentimentos de tomada de decisão calma e clara.
Mulheres que fizeram um curso de seis semanas de meditação e yoga reduziram os casos de compulsão alimentar e outros sintomas relacionados ao comportamento compulsivo, como estresse e depressão, por exemplo (5).
Além disso, Yoga e respiração profunda podem melhorar a visão que você tem do seu corpo, pois aumentam os sentimentos de apreciação e gratidão (6).
Ter a ajuda de outras pessoas, especialmente familiares e amigos próximos, é essencial para superar os transtornos alimentares.
É certamente difícil de admitir que você está lutando contra a compulsão alimentar. No entanto, ser honesto sobre o assunto e se conectar com pessoas que estão passando pelo mesmo problema, faz toda a diferença.
Você pode começar a procurar apoio dizendo contando para alguém sobre a sua compulsão alimentar, pesquisando sobre a condição e participando de um grupo on-line. Aqui, a nossa corrente do bem nas redes sociais pode ser muito útil. Aprenda e divida o que você vive com outras pessoas.
Distinguir a diferença entre comer demais e a compulsão alimentar pode ser difícil. No entanto, a compulsão alimentar é diferente de comer demais.
Até as pessoas que dizem “comer normalmente” comem por razões emocionais. Isso pode acontecer em ocasiões especificas, quando você vai jantar fora com amigos, em situações sociais, em feriados ou durante as férias, por exemplo.
Algumas pessoas também comem em excesso, mesmo sem fome, para lidar com sentimentos como tédio, tristeza, estar cansado ou sentindo ansioso.
Porém, o que torna a compulsão alimentar diferente de simplesmente comer demais é que os episódios de compulsão ocorrem com mais frequência. Além disso, interferem na vida, nos relacionamentos e no trabalho da pessoa.
Indivíduos que sofrem com transtorno de compulsão alimentar sentem-se frequentemente com vergonha. Além disso, muitas vezes escondem seus comportamentos ou mentem sobre sua ingestão de alimentos.
As pessoas com problemas de compulsão alimentar passam anos escondendo essa condição. Infelizmente, quanto mais o tempo passa, mais difícil será quebrar o ciclo da compulsão alimentar.
Antes de ir, assista ao vídeo com dicas de como vencer a compulsão alimentar!
Abraços e fique com Deus!
Dr. Juliano Pimentel.
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]]>No entanto, isso não é real. Afinal, os distúrbios alimentares são, na verdade, doenças sérias e muitas vezes fatais que causam distúrbios graves nos comportamentos alimentares de uma pessoa.
Obsessões com comida, peso corporal e forma também podem sinalizar distúrbios alimentares.
Os distúrbios alimentares comuns incluem anorexia nervosa, bulimia nervosa e transtorno da compulsão alimentar periódica.
É importante lembrar que, distúrbios alimentares podem se desenvolver durante qualquer fase da vida. Mas geralmente aparecem durante a adolescência ou na idade adulta jovem.
Classificado como uma doença médica, o tratamento adequado pode ser altamente eficaz para muitos dos tipos específicos de transtornos alimentares.
Embora essas condições sejam tratáveis, os sintomas e consequências podem ser prejudiciais e mortais se não forem abordados.
Isso porque, distúrbios alimentares comumente coexistem com outras condições, como transtornos de ansiedade, abuso de substâncias ou depressão.
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Distúrbios Alimentares descrevem doenças que são caracterizadas por hábitos alimentares irregulares e sofrimento severo ou preocupação com o peso ou a forma do corpo.
Os distúrbios alimentares podem incluir ingestão inadequada ou excessiva de alimentos, o que pode prejudicar o bem-estar de um indivíduo.
As formas mais comuns de transtornos alimentares incluem:
Transtorno Alimentar Compulsivo
E o transtorno alimentar afeta tanto mulheres quanto os homens.
Pessoas com anorexia nervosa podem se ver acima do peso, mesmo quando estão perigosamente abaixo do peso.
Pessoas com anorexia nervosa geralmente se pesam repetidamente, restringem severamente a quantidade de comida que consomem e ingerem quantidades muito pequenas de apenas certos alimentos (1, 2).

Distúrbios Alimentares – Anorexia
Anorexia nervosa tem a maior taxa de mortalidade de qualquer transtorno mental. Enquanto muitas mulheres jovens e homens com este transtorno morrem de complicações associadas à fome, outros morrem de suicídio.
Nas mulheres, o suicídio é muito mais comum em pessoas com anorexia do que com a maioria dos outros transtornos mentais.
Outros sintomas podem se desenvolver com o tempo, por exemplo:
Já as pessoas com bulimia nervosa têm episódios recorrentes e frequentes de ingerir quantidades extraordinariamente grandes de alimentos e sentem falta de controle sobre esses episódios (3).
Além disso, esse consumo compulsivo é seguido por um comportamento que compensa o excesso de comida. Como por exemplo, vômitos forçados, uso excessivo de laxantes ou diuréticos.

Distúrbios Alimentares – Bulimia
Além do mais, fazem jejum, exercícios excessivos ou uma combinação desses comportamentos.
Ao contrário da anorexia nervosa, as pessoas com bulimia nervosa geralmente mantêm o que é considerado um peso saudável ou relativamente normal.
Pessoas com transtorno da compulsão alimentar periódica perdem o controle sobre sua alimentação.
Ao contrário da bulimia nervosa, os períodos de compulsão alimentar não são seguidos de purgação, exercício excessivo ou jejum.

Distúrbios Alimentares – Compulsão Alimentar
Sendo assim, como resultado, as pessoas com transtorno de compulsão alimentar periódica geralmente apresentam excesso de peso ou obesidade (4, 5).
Infelizmente, muitas pessoas com transtornos alimentares podem não achar que precisam de tratamento.
Por isso, se você estiver preocupado com alguém próximo, o ideal é orientar essa pessoa a visitar um médico.
Mesmo que seu ente querido não esteja pronto para reconhecer um problema com a comida, esse pode ser o primeiro passo (6, 7).
Portanto, esteja alerta para os padrões alimentares e crenças que podem sinalizar um comportamento não saudável, bem como, a pressão dos colegas que podem desencadear distúrbios alimentares (8).
Se você está preocupado com alguém que pode ter um transtorno alimentar, entre em contato com seu médico para discutir suas preocupações.
Distúrbios alimentares tem que ser tratado.
Abraços e fique com Deus!
Dr. Juliano Pimentel
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