O que tem acontecido é que as pessoas estão se queixando de um maior desgaste vocal, cansaço ao falar, especialmente após falarem por várias horas usando a máscara.
Este artigo foi produzido pela Fonoaudióloga Raffaella Galvão.
Leia até o final e compartilhe no grupo da família.

Uso da máscara e o impacto na voz.
Quando colocamos a máscara nossa voz fica abafada e naturalmente aumentamos o volume para sermos compreendidos.
Já existem pesquisas que comprovam a diminuição do volume da nossa voz com o uso de máscaras. A revista Hearing Review forneceu os seguintes dados (1):
Existe uma redução de volume nas frequências de 2000 a 7000 hz, região de frequência das consoantes. Isso significa que pode ser difícil distinguir alguns sons.
EX: Gato/Pato/Mato que se diferenciam apenas na primeira letra.
Quando isso acontece, tentar aumentar o volume da voz é natural. Mas, a nossa laringe não está preparada para esse constante aumento de volume por tanto tempo, e com isso haverá um esforço na musculatura da laringe.
Além disso, ao cobrir nossa boca tiramos o apoio visual do ouvinte, que dessa forma não consegue fazer a leitura labial.
Alguns sintomas de esforço vocal são: ardência na garganta, cansaço ao falar, pigarro, tosse, sensação de ressecamento na garganta e rouquidão, por exemplo.
Confira a seguir algumas dicas para prepara sua voz. IMPORTANTE: apenas um profissional pode prescrever os exercícios indicados para você. Portanto, procure um fonoaudiólogo para cuidar da sua voz.
É o alongamento e relaxamento da musculatura envolvida direta ou indiretamente na produção da voz, ou seja, pescoço, cabeça e face, favorecendo a flexibilidade vocal. Dessa forma preservamos o aparelho vocal e também obtemos um maior desempenho da musculatura com menor esforço
Quando fazer?
Sempre que for usar a voz por tempo prolongado como por exemplo: dar aulas, palestras ou cantar. Além disso, deve ser feito com a duração de 10 a 15 minutos.
1 – Relaxamento
2 – Respiração
Todos os exercícios podem ser feitos deitado, sentado ou de pé. Para esse você deve inspirar pelo nariz soprar pela boca até esvaziar. É como cheirar flor e soprar vela, por exemplo.
3 – Articulação
Para flexibilidade e mobilidade da musculatura orofacial, ou seja, língua, lábios e bochechas. Os responsáveis pela articulação da fala
4 – Sonorização
Exercícios para ativar a musculatura das pregas vocais, fortalecendo e sustentando o seu fechamento para a produção do som
5 – Vibração
Esses exercícios vão causar a vibração das pregas vocais para relaxar e ativar a musculatura
6 – Ressonância
Amplificação e colocação dos sons na boca. A ressonância associada com a articulação é que vai promover a projeção vocal
Lembrando mais uma vez que esses exercícios precisam ser prescritos especialmente por um profissional. Por isso, entre em contato com a Rafaela.

Uso da máscara causa dúvidas sobre a voz.
Não, projetar a voz é emitir a voz de forma clara, com controle e com um bom alcance, sem que aconteça sobrecarga das pregas vocais. Falar alto sem controle, porém, na maioria das vezes causa esforço excessivo que é prejudicial ao Pregas Vocais.
Porque a voz acompanha o nosso estado emocional e físico. Além disso, o ambiente em que estamos também influencia a nossa voz. Quando estamos num ambiente barulhento tendemos a falar mais alto, com maior tensão e consequentemente nossa voz vai cansar mais rápido. Num local calmo, porém, falamos mais baixo e esse cansaço vocal não acontece.
Sim. Você pode aperfeiçoar a sua voz com ajuda de um fonoaudiólogo, mas em primeiro lugar é preciso entender o por que a pessoa não gosta da própria voz.
Sim, não só as do corpo como as da mente. A depressão, por exemplo, pode fazer com que a pessoa fale baixo. A doença de Parkinson pode causar disfonia, pois enrijece os músculos, inclusive os da laringe, tornando a voz baixa, fraca e pouco melódica.
Saiba mais sobre disfonia neste artigo.
Sim, todos podem cantar, mas para ser cantor profissional é preciso preparar-se.
Sim. Um dos sinais do câncer de laringe é a rouquidão que dura mais de 15 dias.
Nenhum alimento é um tratamento para um problema de voz, pois apenas o ar passa pela laringe e pregas vocais. O mel é lubrificante e o própolis tem propriedades anti-inflamatórias, mas não são úteis quando o problema vocal é causado por abuso vocal, por outro lado podem ser benéficos nas inflamações de garganta.
A hidratação do corpo como um todo vai auxiliar no funcionamento das “pregas vocais”, apesar da água também não passar pela laringe.
Sim. Quando escutamos a nossa voz ,recebemos informações por via aérea( som da voz pelo ar) é por via óssea( pela vibração os ossos do corpo) é o som fica mais grave que o som no gravador que é mais próximo de como os outros nos ouvem.
Este artigo foi escrito pela fonoaudióloga Raffaella Galvão, siga ela no Instagram.
Para saber mais sobre como cuidar da sua saúde, faça parte do STSD – Saúde Todo Santo Dia. Um programa diário com informações e dicas de saúde.
Abraços e fique com Deus!
Dr. Juliano Pimentel.
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]]>Neste artigo, feito pela Fonoaudióloga Raffaella Galvão para o blog, você vai entender como a voz é produzida e quais são os cuidados que você deve ter com a sua.
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Como a voz é produzida
A voz é produzida pela vibração das pregas vocais. Isso acontece, pois o ar que vem dos pulmões sobe pela traqueia, passa pela laringe vibrando a mucosa que recobre as pregas vocais.
Nesse contexto, quando o som alcança a traqueia o som é amplificado nas cavidades de ressonância: garganta, boca e nariz.
Sendo assim, a voz é produzida quando esse som é transformado em fala pelos movimentos de várias estruturas, como língua, lábios e palato mole, por exemplo.
Sobrecargas ou disfunções nesse mecanismo podem gerar disfonias, ou seja, dificuldade da produção da voz. Um dos principais sintomas da disfonia é a rouquidão. Além disso, cansaço ao falar, tosse, pigarro, ardência na garganta, sensação de ressecamento e falta de ar, também podem causar disfonia.
A voz é produzida pelo resultado das características herdadas e do meio ambiente. Sendo assim, a sua voz é única, é a sua personalidade e não há outra voz como a sua. Por meio da voz é possível perceber as condições físicas da pessoa como a idade e o estado emocional, por exemplo.
Assim como tudo, a voz também passa por um processo de envelhecimento. No entanto, pode ser mantida jovem por mais tempo caso receba os cuidados adequados.
Além disso, é possível promover mudanças para melhor com condicionamento do trato vocal. A fonoaudiologia pode ajustar o aparelho fonador para que a voz fique mais parecida com o biotipo ou o cargo que a pessoa exerce, por exemplo.
Da mesma maneira que você cuida do corpo e cabelo é preciso cuidar da voz. A seguir, você vai ter acesso ao que é benéfico e o que é maléfico para a voz.

Disfonia interfere em como a voz é produzida.
Além de saber como a voz é produzida é importante entender o que causa disfonia.
Disfonia é a dificuldade na produção da voz e um dos principais sintomas é a rouquidão. Cansaço ao falar, tosse, pigarro, ressecamento da garganta, falta de ar podem, também, diminui a capacidade vocal.
Nódulo na garganta é uma lesão benigna provocada pelo uso inadequado da voz. Mais comuns em pessoas que falam muito, especialmente em mulheres, por terem uma laringe mais arredondada e curta que a masculina.
Dificilmente um médico indicará uma cirurgia para nódulo, a não ser que ele seja muito grande ou antigo e já esteja fibroso.
O tratamento para a maioria dos casos é a fonoterapia, que vai promover a absorção desse nódulo. O primeiro passo é procurar um otorrinolaringologista.
Toda rouquidão persistente por mais de 15 dias, principalmente sem uma causa aparente, deve ser avaliada pelo otorrino. Ele pode fazer uma videolaringoscopia para verificar o funcionamento das pregas vocais. A partir daí poderá analisar a condição anatômica das pregas vocais, a presença de alguma lesão, se estão se movimentando corretamente ou se há alguma paralisia
Invista em autoconhecimento. Reserve um tempo para cuidar de si, refletir sobre a sua vida, meditar, orar, respirar conscientemente. Perder a voz pode ser um fator, dentre tantos, relacionados à baixa autoestima e ao sofrimento psicológico.
Este artigo foi escrito pela fonoaudióloga Raffaella Galvão, siga ela no Instagram.
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Abraços e fique com Deus!
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