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As doenças auto imunes, como o próprio nome já diz, são criadas internamente e não têm proteção do organismo.

Uma das funções do sistema imunológico é proteger o corpo. Respondendo a microorganismos invasores, como vírus ou bactérias, produzindo anticorpos ou linfócitos sensibilizados tipos de glóbulos brancos. 

Sendo assim, em condições normais, uma resposta imunológica não pode ser desencadeada contra as células do próprio corpo. 

Em alguns casos, entretanto, as células imunológicas cometem um erro e atacam as próprias células que deveriam proteger. Esse processo causa doenças autoimunes.

Ou seja, as doenças auto imunes são uma ampla categoria de doenças relacionadas ao fato do sistema imunológico de um indivíduo atacar seu próprio tecido.

O que causa doenças autoimunes?

Três motivos causam as doenças auto imunes.

A verdade é que ainda hoje não existe clareza sobre a formação de doenças autoimunes. No entanto, estudos mostram que três fatores contribuem para que o sistema imune se volte contra as células do próprio corpo.

Os gatilhos são: genética, fatores ambientais e imunidade mucosa.

Genética

As doenças autoimunes tendem a ocorrer na mesma família, a chamada “agregação familiar”. 

Para se ter ideia gêmeos idênticos têm cerca de 10 vezes mais chances de desenvolver a mesma doença do que em gêmeos fraternos, por exemplo (1). Isso indica que doenças autoimunes são influenciadas pelos genes do paciente.

Mas, raramente, as doenças autoimunes são causadas por um único defeito genético. Ou seja, geralmente são vários defeitos nos mecanismos regulatórios.

Fatores ambientais

Mas, não vale jogar toda a culpa na genética. Afinal, existem vários fatores ambientais que desencadeiam doenças autoimunes.

O hidróxido de alumínio, por exemplo, presente em silicones usados ​​em implantes mamários, causa a síndrome de Shoenfeld, um distúrbio autoimune (2).

Além disso, mulheres com implantes mamários de silicone frequentemente são diagnósticadas para síndrome autoimune induzida por adjuvantes (ASIA). Os silicones estão associados ao lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide, vasculite e esclerose sistêmica progressiva (3).

E não pára por aí, o tabagismo também é um risco conhecido para doenças autoimunes. Estudos demonstraram que o tabagismo pode induzir a citrulinação de proteínas nas células alveolares pulmonares (4).

Por fim, substâncias tóxicas, metais pesados, vírus, bactérias, estresse emocional e drogas pode contribuir para o desenvolvimento de doenças autoimunes.

Imunidade Mucosa

O terceiro elemento da tríade é a imunidade intestinal.  O intestino possui uma área de superfície de aproximadamente 200 metros quadrados, é onde temos maior contato com o mundo exterior.

Além disso, o intestino possui a maior coleção de células do sistema imunológico, consistindo de 70% de todos os tecidos linfóides do corpo (5). Que serve para prevenir o crescimento de organismos patogênicos. 

E o grande problema é que a dieta dos humanos mudou drasticamente. Por milhares de gerações, os humanos comeram logo após a colheita e na época certa. A carne era consumida ocasionalmente e grande parte era capturada na natureza.

A alimentação mudou

Alimentação industrializada e uso de medicamentos contribuem para as doenças autoimunes.

Os alimentos passaram por uma considerável transformação nos últimos 50 anos. Desenvolvemos novas variedades de grãos, especialmente em trigo, arroz, soja e milho, por exemplo.

Além disso, usamos produtos químicos como pesticidas, fungicidas e inseticidas em frutas e vegetais. Injetamos hormônios em vacas leiteiras, que são transmitidos aos produtos lácteos. Sem falar nos antibióticos, metais pesados, como arsênico, e os hormônios usados ​​na alimentação de gado, porcos, perus e galinhas.

Atualmente, existe ingredientes químicos nos alimentos, como conservantes artificiais, corantes e aromatizantes. Usamos adoçantes artificiais em abundância, principalmente em refrigerantes. Por fim, o consumo de sal é maio que o dobro da quantidade recomendada (6). 

Além da alimentação, cada vez é maior o uso generalizado de antibióticos, antiácidos, inibidores da bomba de prótons, bloqueadores de histamina 2 e outros medicamentos. 

Todas essas mudanças na alimentação e consumo de medicamento estão associados ao aumento considerável nas doenças autoimunes. As principais são: diabetes tipo 1, doença de Crohn e esclerose múltipla (EM).

Tanto o diabetes tipo 1, quanto a EM estão associados a baixos níveis de vitamina D e a ingestão de glúten (7, 8). Todas essas mudanças de comportamento e alimentação contribuiram para um aumento estrondoso de doenças autoimunes. E se você observar todas estão relacionadas à inflamação do corpo (9).

Principais doenças autoimunes

Diabetes tipo 1 o sistema imunológico ataca e destrói as células produtoras de insulina do pâncreas. Os resultados elevados de açúcar no sangue podem causar danos nos vasos sanguíneos e em órgãos como o coração, rins, olhos e nervos, por exemplo.

Artrite reumatoide – o sistema imunológico ataca as articulações. Este ataque causa vermelhidão, calor, além de dor e rigidez nas articulações. E vale ficar atento, pois, a artrite reumatoide pode começar aos 30 anos ou antes.

Psoríase –  as células da pele se multipliquem muito rapidamente. Assim, as células extras se acumulam e formam manchas vermelhas inflamadas, geralmente com escamas branco-prateadas de placa na pele. Até 30% das pessoas com psoríase também desenvolvem inchaço, rigidez e dor nas articulações (10).

Esclerose múltipla – danifica a bainha de mielina, revestimento protetor que envolve as células nervosas, em seu sistema nervoso central. Reduzindo assim, a velocidade de transmissão de mensagens entre o cérebro e a medula espinhal de e para o resto do corpo. Ou seja, esse dano pode causar sintomas como dormência, fraqueza, problemas de equilíbrio e dificuldade para caminhar (11).

Lúpus – são erupções que afetam a pele e muitos órgãos, incluindo articulações, rins, cérebro e coração. Dor nas articulações, fadiga e erupções cutâneas estão entre os sintomas mais comuns.

Doença inflamatória intestinal inflamação no revestimento da parede intestinal que afeta diferentes partes do trato GI. A doença de Crohn pode inflamar qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus, por exemplo. Já, a colite ulcerativa afeta apenas o revestimento do intestino grosso (cólon) e reto.

Tireoidite de Hashimoto – a produção do hormônio tireoidiano diminui tanto que causa deficiência e inicia um processo de inflamação.

Doença celíaca – o sistema imunológico ataca o intestino delgado em contato com o glúten e causa inflamação.

Tratamentos

Os tratamentos não podem curar doenças autoimunes, mas podem controlar a resposta imunológica hiperativa e reduzir a inflamação ou, pelo menos, reduzir a dor e a inflamação.

Os medicamentos ​​para tratar essas condições são anti-inflamatórios como ibuprofeno (Motrin, Advil) e naproxeno (Naprosyn).

Mas, o principal tratamento é a mudança de hábitos. Por isso, mantenha uma dieta balanceada, pratique exercícios regularmente, durma bem e controle o estresse.

Abraços e fique com Deus!

Dr. Juliano Pimentel.

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Tags : artritediabetesdoenças autoimunesinflamação

Autor Dr. Juliano Pimentel

Olá, eu sou o doutor Juliano Pimentel. Médico, fisioterapeuta e coach que ajuda as pessoas com conteúdos sobre saúde, alimentação e emagrecimento. Também sou celíaco e tenho uma vida de pesquisa sobre o Glúten.

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