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Pré-Diabetes: 4 Tratamentos Naturais para Combater os Sintomas

Dr Juliano Pimentel

Diabetes é um grande problema de saúde no mundo, e milhões de pessoas sofrem com ela e com outras doenças consequentes da diabetes. Porém, também é importante dar atenção ao diagnóstico de pré-diabetes.

Felizmente, pesquisas mostram que mudanças simples na alimentação e estilo de vida, pode ajudar a diminuir a porcentagem de pacientes pré-diabéticos, de 37% para 20% (2).

Neste artigo eu vou falar melhor sobre esse assunto, e explicar quais são as mudanças que podem ajudar no controle da doença.

 

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Pré-diabetes

Pré-diabetes ocorre quando o indivíduo apresenta níveis de glicose no sangue acima do normal, mas abaixo do limite definido para a doença. É considerado um estado de risco, com altas chances de desenvolver a doença.

Sem intervenção, as pessoas com pré-diabetes são suscetíveis a se tornarem diabéticos tipo 2 dentro de 10 anos.

Para esses casos, os danos a longo prazo para o coração e sistema circulatório, que estão associados com diabetes, podem ter se instalado (3).

 

Existem várias maneiras de diagnosticar essa doença.

O primeiro sinal é não ter níveis normais de açúcar no sangue (1).

Por exemplo, o teste A1C mede a glicemia média nos últimos dois a três meses. A diabetes é diagnosticada quando o A1C for maior ou igual a 6,5 %. Para a pré-diabetes, o A1C é entre 5,7% e 6,4%.

Outra forma de diagnosticar a condição é através da glicose plasmática em jejum, um teste que verifica os níveis de glicose no sangue em jejum (sem comer ou beber por pelo menos 8 horas).

Diabetes é diagnosticada com glicemia em jejum, maior ou igual a 126 miligramas por decilitro. Para pré-diabetes, a glicose em jejum fica entre 100 a 125 miligramas por decilitro.

É importante entender que o pré-diabetes não é uma condição nova; mas um novo nome para um distúrbio que os médicos conhecem há muito tempo.

O diagnóstico de pré-diabetes é uma forma clara de alerta, para quem está com os níveis de glicose no sangue mais elevados do que o normal e corre o risco de desenvolver a doença.

Outro perigo envolve maiores chances de desenvolvimento de doença renal crônica, e doença cardíaca.

Quando o diagnóstico é positivo para a doença, as pessoas ficam mais propensas a fazerem mudanças no estilo de vida e alimentação, o que ajuda a reduzir o risco de desenvolver diabetes tipo 2 (4).

A lógica do tratamento para pré-diabetes é a prevenção da evolução da doença.

Vários estudos mostram o sucesso das intervenções feitas para o tratamento de pré-diabetes, com redução acentuada na incidência da doença (5).

Sintomas 

Muitas vezes não há sintomas, e isso pode fazer a doença passar despercebida.

Por outro lado, alguns pacientes podem sentir alguns sintomas, como: sede em excesso sem motivo aparente, excesso de urina e cansaço, e visão turva.

Às vezes, uma ou mais áreas da pele possam escurecer e engrossar. Esse sintoma está relacionado com a hiperinsulinemia, e pode indicar um aumento do risco de diabetes mellitus tipo 2 (6).

Algumas pessoas apresentam hipoglicemia reativa, duas a três horas após uma refeição. A hipoglicemia também é chamada de baixa glicemia ou baixa de açúcar no sangue.

Ocorre quando o nível de glicose no sangue cai abaixo do normal.

Para muitas pessoas com diabetes, isso significa um nível de 70 miligramas por decilitro ou menos.

A hipoglicemia é um dos sintomas mais comuns de pré-diabetes, e um sinal de comprometimento do metabolismo da insulina, indicando um possível desenvolvimento de diabetes (7).

Sintomas de hipoglicemia tendem a vir rapidamente, e eles podem variar de pessoa para pessoa. Porém, os sintomas mais comuns incluem:

  • Nervos trêmulos;
  • Nervoso;
  • Sudorese;
  • Excesso de sono ou cansaço;
  • Palidez,
  • Tontura;
  • Fome exacerbada.

Causas e Fatores de Risco

Pessoas com pré-diabetes não processam a glicose corretamente, o que faz com que o açúcar se acumule na corrente sanguínea, ao invés de abastecer as células que compõem os músculos e outros tecidos.

A maior parte da glicose em seu corpo vem dos alimentos que você come, especialmente alimentos açucarados e carboidratos simples.

Durante a digestão, o açúcar desses alimentos entra na corrente sanguínea. Então, com a ajuda da insulina, o açúcar entra nas células do corpo, onde é utilizado como fonte de energia.

O hormônio insulina é responsável por diminuir a quantidade de açúcar em sua corrente sanguínea. Para pessoas com pré-diabetes, este processo não funciona adequadamente.

O açúcar não é usado para alimentar suas células, mas se acumula na sua corrente sanguínea porque o pâncreas não produz insulina suficiente ou suas células se tornam resistentes à ação da insulina. (8)

Existem variáveis acessíveis para determinar quem corre risco de desenvolver a doença. Os fatores de risco incluem:

1-Idade

O risco de desenvolver a doença aumenta à medida que envelhecemos. Se você tem mais de 45 anos, as chances são maiores.

2-Gênero

Mulheres desenvolvem diabetes 50% à mais que os homens.

3-Glicose em jejum

Glicose em jejum entre 100 a 125 miligramas por decilitro, é caracterizada como pré-diabetes (9).

4-Pressão arterial

A pressão arterial elevada é um fator de risco para pré-diabetes.

5-Colesterol HDL

Se o colesterol HDL (bom colesterol) é inferior a 35 miligramas por decilitro, ou o nível de triglicérides é acima de 250 miligramas por decilitro, você está no grupo de risco para pré-diabetes (10).

6-Peso

Pessoas acima do peso com o índice de massa corporal acima de 25, correm maiores riscos em desenvolver pré-diabetes. Quanto mais gordura abdominal (gordura visceral) você tiver, mais resistentes suas células se tornarão à insulina.

7-Sedentarismo

Pessoas sedentárias aumentam as chances de desenvolver pré-diabetes.

A prática de exercícios ajuda a manter o controle do peso, e garante que o corpo use a glicose como energia, tornando as células mais sensíveis à insulina (11).

8-Genética

A hereditariedade também pode influenciar no desenvolvimento da doença.  

9-Síndrome do ovário policístico

A síndrome do ovário policístico é caracterizada por períodos menstruais irregulares, excesso de crescimento do cabelo e obesidade.

Pesquisas mostraram que ela pode influenciar no desenvolvimento da diabetes (12).

10-Problemas do Sono

Problemas do sono como a apneia, podem aumentar as chances de resistência à insulina. Um estudo descobriu que até 83% dos pacientes com diabetes tipo 2, sofrem de apneia do sono (13).

Pessoas que acordam diversas vezes ao longo da noite, ou trabalham em turnos noturnos também têm maiores riscos de sofrerem com a pré-diabetes.

Caso você apresente algum desses sintomas ou fatores de risco, é bom ficar atento.

Para controlar a pré-diabetes, é necessária orientação médica.

Mas alguns tratamentos naturais também podem ajudar.

4 tratamentos Naturais

1. Perder o excesso de peso

O estilo de vida voltado para a perda de peso como as atividades físicas e mudanças na dieta, podem reduzir significativamente o risco de desenvolver diabetes.

Um estudo publicado no New England Journal of Medicine, descobriu que após essas mudanças os pacientes reduziram o risco de diabetes.

Outro estudo realizado na Universidade George Washington, mostrou que para cada quilo perdido o risco de desenvolver a doença reduziu em 16%.

Reduzir a ingestão de gordura hidrogenada entre outras que prejudicam a saúde, aumentar o consumo de fibras e gorduras funcionais como a monoinsaturada; aliado à prática de exercício físico pelo menos quatro horas por semana, trouxeram resultados positivos aos pacientes.

2. Dieta para diabéticos

Siga um plano de dieta para diabéticos, e consuma alimentos que ajudam a equilibrar os níveis de açúcar no sangue.

Escolha refeições ricas em proteínas, fibras e gorduras saudáveis.

Alimentos ricos em proteínas incluem salmão, carnes e ovos, entre outros

Alimentos que são ricos em fibras incluem figos, ervilhas, couve de Bruxelas, linhaça, quinoa, entre outros.

Estes alimentos vão ajudar a desintoxicar o corpo, e a manter níveis saudáveis de açúcar no sangue.

Gorduras saudáveis, como o óleo de coco e abacate, beneficiam os níveis de glicose no sangue e ajudam a reverter os sintomas da pré-diabetes.

Um componente muito importante é ficar longe do açúcar, e reduzir a ingestão de carboidratos.

O açúcar refinado aumenta os níveis de glicose no sangue. Sucos de frutas e outras bebidas açucaradas entram na corrente sanguínea rapidamente e podem causar elevações extremas na glicemia.

Use substitutos naturais do açúcar o xylitol ou a canela, com moderação. O ideal mesmo é que você não adoce os alimentos.

3. Magnésio

A deficiência de magnésio é uma das principais deficiências nutricionais em adultos, e pode causar outras deficiências de nutrientes.

Isso pode prejudicar o sono e causar hipertensão, que são fatores de risco para o desenvolvimento de sintomas de pré-diabetes.

Você pode obter magnésio a partir dos vegetais de folhas verdes, abacates, legumes, nozes e sementes.

4. Canela

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Pré-diabetes: Canela ajuda a regular o açúcar no sangue. Imagem: (Divulgação)

A canela é rica em polifenóis e tem sido usada há séculos na medicina chinesa, para regular a glicose no sangue e também a insulina.

Pesquisas mostram que a canela pode ajudar a prevenir o diabetes naturalmente. 

Conclusão

A pré-diabetes acontece em pessoas com níveis de glicose no sangue acima do normal, mas que ainda está abaixo do limite definido de diabetes.

Porém, esse considerado um estado de risco, com altas chances de desenvolver diabetes.

Para quem prefere, o conteúdo desse artigo está disponível também em vídeo. Basta dar o play!

Vídeo: Será Que Estou Pré Diabético?

Abraços e fique com Deus!

Dr. Juliano Pimentel

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Autor Dr. Juliano Pimentel

Olá, eu sou o doutor Juliano Pimentel. Médico, fisioterapeuta e coach que ajuda as pessoas com conteúdos sobre saúde, alimentação e emagrecimento. Também sou celíaco e tenho uma vida de pesquisa sobre o Glúten.

3 Comentários

  1. Estou pre diabético qual os melhores alimentos para tentar evitam a?? Tirando os exercícios físicos que já estou comessando a fazer!! OBRIGADO

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