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Câncer de Mama Pode Ser Causado Pela obesidade?

A obesidade devido à quantidade excessiva de gordura corporal. A gestão de peso é um desafio para muitas pessoas. Ela aumenta o risco de diversas doenças graves, mas será que pode causar o câncer de mama

Saiba agora se a obesidade pode causar o câncer de mama.

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Câncer de Mama

Há evidências consistentes de que maiores quantidades de gordura corporal estão associadas ao aumento dos riscos de vários tipos de câncer (2,6).

Muitos estudos mostraram que com a pós-menopausa, um IMC mais alto está associado a um aumento modesto no risco de câncer de mama.

Por exemplo, um aumento de 5 unidades no IMC está associado a um aumento de 12% no risco (3,4).

Entre as mulheres na pós-menopausa, as que são obesas têm um aumento de 20% a 40% no risco de desenvolver câncer de mama em comparação com as mulheres com peso normal  

Os maiores riscos são observados principalmente em mulheres que nunca usaram terapia hormonal na menopausa, e em tumores que expressam receptores hormonais.

A obesidade também é um fator de risco para câncer de mama em homens (4).

Como a obesidade aumenta o risco de câncer?

As pessoas obesas geralmente apresentam inflamação crônica de baixo nível, o que pode, com o tempo, causar danos no DNA que levam ao câncer.

O sobrepeso e a obesidade aumentam a probabilidade ao câncer, e a condições ou distúrbios que causam inflamação local crônica e que são fatores de risco para certos tipos de câncer (5).

O tecido adiposo produz quantidades excessivas de estrogênio, esse fator também está relacionado ao aumento do risco de câncer de mama, endometrial, ovariano, entre outros.

As células de gordura produzem adipocinas, hormônios que podem estimular ou inibir o crescimento celular.

Por exemplo, o nível de uma adipocina chamada leptina, que parece promover a proliferação celular, aumenta no sangue com o aumento da gordura corporal (6,7).

E outra adipocina, a adiponectina, que é menos abundante em pessoas obesas do que naquelas com peso normal – pode ter efeitos antiproliferativos.

Células de gordura também podem ter efeitos diretos e indiretos em outros reguladores de crescimento celular, incluindo alvo de rapamicina em mamíferos e proteína quinase ativada (8).

Outros possíveis mecanismos pelos quais a obesidade pode afetar o risco de câncer incluem alterações nas propriedades mecânicas do andaime, que envolve as células da mama e respostas imunes alteradas, efeitos no sistema kappa beta do fator nuclear e estresse oxidativo (9).

Mudança de Peso

Muitos estudos observacionais forneceram evidências consistentes, aponta que pessoas com um menor ganho de peso durante a vida adulta corre menos riscos de câncer de cólon, câncer renal, câncer de mama, endométrio e ovário em mulheres na pós-menopausa (11).

Poucos estudos examinaram possíveis associações entre perda de peso e risco de câncer. Alguns deles encontraram diminuição dos riscos de câncer de mama, endométrio, cólon e próstata entre pessoas que perderam peso.

Evidências mais fortes para uma relação entre perda de peso e risco de câncer vêm de estudos de pessoas que foram submetidas a cirurgia bariátrica (cirurgia realizada no estômago ou intestinos para induzir a perda de peso).

Pessoas obesas que fazem cirurgia bariátrica parecem ter menos riscos de cânceres relacionados à obesidade, do que pessoas obesas que não fazem cirurgia bariátrica (12).

Um estudo de acompanhamento de peso e câncer de mama, descobriu que mulheres que já estavam com sobrepeso ou obesas no início do estudo; a mudança de peso (ganho ou perda) não foi associada ao risco de câncer de mama durante o acompanhamento (13,14, 15).

No entanto, para as mulheres que estavam com peso normal no início do estudo, o ganho de mais de 5% do peso corporal foi associado ao aumento do risco de câncer de mama.

Obesidade e a sobrevivência do câncer

A maioria das evidências sobre obesidade em sobreviventes de câncer, vêm de pessoas que foram diagnosticadas com câncer de mama, próstata e colorretal.

Pesquisas indicam que a obesidade pode piorar vários aspectos da sobrevivência ao câncer, incluindo qualidade de vida, recidiva do câncer, progressão do câncer e prognóstico (14).

Por exemplo, a obesidade está associada ao aumento de risco para linfedema relacionado ao tratamento em sobreviventes de câncer de mama, e incontinência em sobreviventes de câncer de próstata tratados com prostatectomia radical (16,17).

Vários ensaios clínicos randomizados em sobreviventes de câncer de mama relataram intervenções de perda de peso, que resultaram em perda de peso e mudanças benéficas em biomarcadores que têm sido associados à associação entre obesidade e prognóstico (19,20).

Os estudos estão reunindo informações sobre fatores relacionados ao balanço de energia.

A obesidade interfere, ainda, com a produção de insulina e com o fator de crescimento conhecido como IGF-1, que também contribuem para aumentar o risco do aparecimento da doença (21).

Muitas vezes, o câncer de mama está ligado a fatores que não podem ser modificados, como a herança genética. Mas adotar hábitos saudáveis pode ser uma boa medida para afastar tumores nos seios.

Ou seja, o ideal é que você mantenha uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos. Além do mais, o exercício também pode reduzir o risco de câncer de mama e ter impacto na perda de peso.

É claro que, ao praticar atividade física ou até comer de forma mais equilibrada, você não vai apenas minimizar o risco dessa doença, mas de tantas outras que também podem levar a ela a exemplo da obesidade.

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Abraços e fique com Deus!

Dr. Juliano Pimentel.

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Autor Dr. Juliano Pimentel

Olá, eu sou o doutor Juliano Pimentel. Médico, fisioterapeuta e coach que ajuda as pessoas com conteúdos sobre saúde, alimentação e emagrecimento. Também sou celíaco e tenho uma vida de pesquisa sobre o Glúten.

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